O Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas totalizou, em 2018, R$ 100,109 bilhões, um crescimento em volume de 5,1%, o melhor resultado entre os 27 estados do País. Em valores nominais, o PIB local cresceu 7,4%, o maior crescimento desde 2014, de acordo com estudos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).

A Indústria do Amazonas, de modo global, registrou R$ 28,935 bilhões em 2018, um crescimento de 8,2% em volume, com participação de 28,9% na economia local em 2018 (27,9% em 2017). O principal segmento do setor, a Indústria de Transformação, cravou um aumento de 8,8%, influenciado pela fabricação de equipamentos de informática, fabricação de outros equipamentos de transporte (17,9%) e fabricação de bebidas (11,2%).

As Indústrias Extrativas apresentaram aumento de 6,6%, e a extração de gás natural teve papel destacado (9,7%), enquanto a produção de petróleo reduziu (-0,3%).

O setor de Serviço teve incremento de 3,8% , de acordo com o estudo da Sedecti, desempenho para o qual contribuíram principalmente as atividades de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (7,5%), atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares (7,5%) e transporte, armazenagem e correio (7,6%). Em valores nominais, o Setor de Serviço registrou R$ 49,912 bilhões, um crescimento de 6,6% – em 2017 o seu valor foi R$ 46,838 bilhões.

O setor de Imposto, teve um crescimento de 6,8%, totalizando R$ 15,748 bilhões, acima do valor apurado de R$ 14,743 bilhões em 2017. A arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foi o que mais contribuiu com o crescimento no setor, com 14,0% entre os anos de 2018 e 2017. A arrecadação do ICMS do Comércio teve o maior crescimento em 2018 com 19,3%m enquanto a arrecadação da Indústria foi 9,5%.

A Agropecuária foi o único, entre os quatros setores da economia do Estado, que apresentou variação negativa, com redução de 1,6% ocasionada pela atividade de Agricultura, que teve decréscimo de 7,4%. Em valores nominais a redução também foi de 1,6%, sendo R$ 5,515 bilhões em 2018, enquanto no ano de 2017 registrou R$ 5,604 bilhões.

No setor de produção florestal, pesca e aquicultura houve crescimento em de 6,3%, com destaque para a castanha-do-pará (21,1%) e a lenha (10,8%). No segmento da pecuária, destacam-se os efetivos de rebanhos, com crescimento de cabeças de bubalinos (8,8%) e bovinos (2,4%).

Em relação ao PIB do Brasil, o Estado teve participação de 1,4%, a mesma do ano de 2017. O Amazonas ocupa a 16º posição entre os estados do País em termos de PIB.

PERSPECTIVAS

Na avaliação do secretário de estado da Sedecti, Jório Veiga, há boas perspectivas de aumento do PIB em 2021, mesmo considerando o recuo das atividades econômicas gerado pela pandemia da Covid-19 este ano. Ainda há possibilidade de crescimento econômico, além da Indústria, Comércio e Serviços. “Observamos um crescimento expressivo no setor Agropecuário, que registrou bom desempenho nos dois primeiros trimestres de 2019. Esperamos que o setor da Agropecuária feche este ano com um crescimento real em relação ao ano passado, para crescer ainda mais em 2021”, disse o secretário.

Por que o PIB é de 2018?

O PIB é a soma de todos os bens e serviços somados aos impostos, e permite analisar as dinâmicas das atividades econômicas e seus impactos sobre a economia. A metodologia do PIB faz uso do Sistema de Contas Nacionais do Brasil, implementada pelo IBGE, a partir de recomendações feitas pelas Nações Unidas, e comparáveis entre todas as Unidades da Federação.

Por conta da consolidação dos dados estatísticos em toda as Unidades Federativas, o PIB tem uma defasagem de dois anos sendo divulgado o resultado referente ao ano 2018 em todo Brasil. Para o cenário mais atual, utilizam-se estimativas de todos os bens e serviços, por meio de dados preliminares agregando as contas trimestrais.