Apesar de se apresentar após o período de flagrante, acompanhado de advogado e usar o direito de ficar calado, a equipe de investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), conseguiu provar que há indícios suficientes que o Polícia Militar Jeremias da Costa e Silva tem culpabilidade na morte da transexual Manuela Otto.

O PM tentou usar todas as “armas jurídicas” para se esquivar da prisão e responder ao processo em liberdade, como o direito ao silêncio, expressamente garantido na Constituição Federal, se apresentar espontaneamente acompanhado de defensor após o período de flagrante e ainda negar-se a mostrar a tatuagem que tem nas costas, evidência que caracteriza o suspeito que aparece no vídeo no dia da morte da vítima.

Valendo-se do seu direito, o PM negou a contar para a autoridade policial os motivos que o levaram a matar Otto.

No entanto, com outras provas colhidas e mandados de busca realizados, o delegado Charles Araújo, titular da DEHS, conseguiu juntar material suficiente para pedir a prisão preventiva do militar. O mandado foi cumprido na tarde desta quinta-feira (18/02) e Jeremias foi apresentado na sede da DEHS, Jorge Teixeira, zona leste de Manaus.

O mandado de prisão dele foi expedido pelo Plantão Judicial, no final da tarde de ontem. O crime ocorreu na madrugada de sábado (13/02) em um motel no bairro Monte das Oliveiras, zona norte de Manaus. A Corregedoria Geral do Sistema de Segurança informa que abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em desfavor do suspeito.