A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), prendeu, nesta quarta-feira (12/08), por volta das 11h, em cumprimento a mandado de prisão pelo crime de estelionato, Márcio Fabrício da Silva, 46. A prisão ocorreu na sede da Especializada, na rua 5, bairro Alvorada 2, zona centro-oeste da capital.

De acordo com o delegado Aldeney Goes, titular da Derfd, o cumprimento do mandado é resultado da ação deflagrada, na última semana, em conjunto com as PCs do Maranhão e Paraná, onde Márcio e outras duas pessoas, já presas anteriormente, ofertavam cursos de mestrado e doutorado sem validade perante o Ministério da Educação (MEC).

Goes afirma que Márcio, que era considerado foragido, se apresentou na delegacia, na manhã desta quarta, e recebeu voz de prisão ao chegar ao local. “Essa é a terceira prisão relacionada à investigação iniciada na Derfd sobre a comercialização de cursos de mestrado e doutorado sem autorização do MEC”, explicou Goes.

Entenda o caso – Na última quinta-feira (6), Jacobe Almeida Barbosa, 39, e Katarina Souza Corrêa, 39, representantes do Instituto Qualifique e Consultoria (ICQ), foram presos pelo crime de estelionato. Em Manaus, o instituto era representado por Márcio Fabrício da Silva.

Conforme o delegado, o lançamento dos cursos ocorreu em 2014, e a comercialização levava as vítimas a adquirem vagas que custaram, ao longo dos anos, mais de R$ 24 mil por aluno. Somente em 2019, no final dos cursos, foi que as vítimas suspeitaram que os mesmos não eram válidos.

A autoridade policial afirmou, também, que a investigação teve início após várias vítimas terem procurado a Especializada, desde fevereiro deste ano, para registrar Boletim de Ocorrência (BO). Os cursos eram apresentados como de pós-graduação Stricto Sensu, ou seja, mestrado e doutorado. Porém, os mesmos seriam de pós-graduação Lato Sensu, especializações ou sem valor acadêmico, de acordo com nota técnica do Ministério da Educação (MEC).