Durante encontro entre os titulares da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), em meados de setembro, as duas instituições debateram sobre como fomentar atividades agropecuárias diante das potencialidades e oportunidades de investimentos no setor primário do Amazonas, em especial na região sul do estado, na divisa com Rondônia e Acre.

Para discutir o assunto, a Sepror apresentou à Suframa uma proposta de atuar na região com maior engajamento do setor público, com vistas a fortalecer a estrutura local para atrair investidores e empreendimentos que possam alavancar o segmento agropecuário na região, mas privilegiando atividades sustentáveis e a proteção ecossistêmica.

Para a apresentação, foi feito um estudo que demonstra diversos cenários de oportunidades, tais como a utilização da hidrovia do Rio Madeira – que pode, inclusive, permitir o escoamento da produção para mercados internacionais -; a integração da região; o fornecimento da produção para mercados como Manaus (AM), Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO), dentre outros.

Para o secretário da Sepror, Petrúcio Magalhães, “a região sul do Amazonas pode ser beneficiada com maior presença do poder público no local” pois, segundo ele, com o aumento do número de técnicos de órgãos públicos na localidade, haveria maior segurança para a atração de atividade primária de forma responsável, o que poderia gerar maior capacidade de processamento e armazenamento de grãos, por exemplo, bem como avançar na realização do zoneamento ecológico econômico e do zoneamento agrícola de risco climático.

O superintendente da Suframa, Algacir Polsin, disse estar atuando com bastante atenção junto a representantes do setor primário da Zona Franca de Manaus (ZFM), em especial no Distrito Agropecuário da Suframa (DAS), para fomentar o segmento. Para Polsin, “é preciso fortalecer a atividade agropecuária do estado diante de todo o potencial regional. Com uma cadeia produtiva bem estabelecida, os produtores rurais ganham, a população ganha e a região ganha, pois teremos produção para abastecer o mercado local e com forte possibilidade de exportação, tudo alinhado à geração de emprego e renda”.

Outros pontos destacados ao longo da reunião para desenvolver a atividade na região dizem respeito à regularização fundiária, tema essencial no que tange à atividade primária local, e à possibilidade de promover a agropecuária como um vetor complementar à matriz econômica atual, gerando oportunidades à sociedade.