A juíza Simone Laurent Arruda da Silva, da Comarca de Manaus, incluiu as agremiações Boi Garantido e Boi Caprichoso no processo judicial sobre abuso no reajuste dos preços dos ingressos do Festival de Parintins 2026. A magistrada também requisitou das agremiações a planilha de custos, exigência já feita à Amazon Best, empresa responsável pela venda dos ingressos. A ordem foi assinada na terça-feira (27).
“Mantenho a Decisão que determinou a apresentação de planilhas de custos pela Amazon Best, estendendo tal ônus às Agremiações agora incluídas, em face do dever de transparência e do Princípio da Cooperação”, afirmou a juíza na decisão. Simone afirmou que as agremiações “são as detentoras dos direitos originários sobre o espetáculo e as únicas capazes de apresentar justificativas técnicas sobre os custos de produção, investimentos em alegorias, contratação de artistas e manutenção dos ‘Currais’, elementos essenciais para verificar a existência de ‘justa causa’ para o reajuste” anunciado para o evento neste ano.
A juíza também afirmou que os bois-bumbás precisam prestar esclarecimentos, uma vez que as receitas da bilheteria estão vinculadas ao pagamento de dívidas trabalhistas prioritárias. “A decisão deste juízo não pode ignorar o impacto social e financeiro sobre as agremiações, conforme já sinalizado pela instância superior”, registrou. A determinação ocorreu no âmbito de uma Ação Civil Pública ajuizada pelo MP-AM no dia 4 de novembro de 2025, dias antes da abertura das vendas, prevista para o dia 7 daquele mês. Em 5 de novembro, a magistrada atendeu pedido do Ministério Público do Amazonas e determinou a suspensão da venda de ingressos. Na ação, o MP alegou aumentos abusivos. O órgão considerou uma tabela comparativa de 2025 e 2026, na qual foi identificado aumento expressivo nos preços, com reajustes que ultrapassam 200% em diversos setores, em relação ao ano anterior.











