Barbante, botões, fitas e papelão. A olho nu, esses materiais não possuem relação entre si, mas, pelas mãos de professoras da Escola Estadual (EE) Professora Rosa Cruz, em Benjamin Constant, eles ganham papel fundamental no ensino da Educação Especial, durante a suspensão das aulas presenciais. É através desses itens que alunos com deficiência conseguem desenvolver as suas habilidades de forma segura, em casa e com o acompanhamento dos pais ou responsáveis.

 

Professora da unidade, Rosângela Rodrigues Teixeira conta que ela e outras quatro educadoras traçaram estratégias pedagógicas para auxiliar os estudantes da unidade, principalmente aqueles com deficiência neste ano. Atualmente, a EE Professora Rosa Cruz conta com aproximadamente 500 alunos do Ensino Fundamental (Anos Iniciais), dos quais oito apresentam algum tipo de deficiência, como paralisia cerebral e espectro autista.

 

“Antes de iniciarmos esse ano letivo, nos sentamos, juntas, e vimos o que podíamos fazer para não repetirmos os ‘erros’ do passado. Foi então que pensamos na produção de joguinhos adaptados para a necessidade de cada estudante”, revelou Rosângela, frisando que a tecnologia quando utilizada de maneira correta, pode ser uma aliada fundamental para a Educação.

 

A partir daí, ela e as colegas passaram a pegar itens como barbante, botões, fitas, caixas e zíperes e a transformá-los em atividades lúdicas. Uma vez prontos os jogos, o grupo faz a entrega na casa do próprio estudante. “Depois, os pais tiram foto do filho fazendo a atividade proposta e nos enviam. Infelizmente, por conta da pandemia, não conseguimos manter um contato tão próximo, fisicamente, com nossos alunos”, completou a professora.