Realidade paralela, esse é o nome que se pode dar para a morte de um trabalhador que não reagiu a um assalto e mesmo assim foi assassino por um trio de bandidos. Miqueias Junior Portela Santana, tinha 27, foi morto enquanto trabalhava em um posto na rodovia Manoel Urbano (AM-070), no Distrito do Cacau Pirêra, em Iranduba.

 

 

SEGURANÇA PRA QUEM?

Uma família de luto, uma filha órfã, uma mãe que perde o único filho e uma esposa sem o seu amor. Enquanto isso, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), insiste em uma redução “em todos os principais indicadores de criminalidade de 2020”.  E mais, insiste em um bom trabalho de todos os órgãos de segurança pública do Estado, citando projetos de policiamento ostensivo, lançamentos de novos programas, como o Rocam Motos; e a ampliação de ações de inteligência e investigação policial.

 

À MERCÊ

Sem contar a demora da chegada da polícia em acionamento para crime. Enquanto isso nós vamos nos defendendo como podemos, nós trancando em casa, não usando celular na rua, evitando de sair a noite ou esperar em pontos de ônibus sozinho. Segurança pra quem?

 

CADÊ ESSA REDUÇÃO?

Mas o que parece é que todo esse aparato de luta contra a criminalidade não chega até os Miqueias, os José Roberto (motorista de app morto durante assalto em outubro), até mim, até você. Pergunte a qualquer Manauara quantas vezes eles já viram uma viatura fazendo ronda na rua da casa deles ou do trabalho e vai entender o que estou dizendo!!!

 

DESARMAR O CIDADÃO É PROTEGER?

Toda vez que um trabalhador morre é levantado a discussão: “arma ou não o cidadão de bem?” Proibir a venda de armas não significa (necessariamente) deixar o cidadão mais seguro, pois, comprar uma arma no mercado ilegal é muito fácil e, por óbvio, o bandido não vai a uma loja comprá-la. Mas pra que dar uma arma se é dever do Estado nós proteger, aja vista o alto preço que pagamos para tal fato.

 

Ninguém Merece!!!

  • Trabalhador morto ‘enquanto ganha o pão’;
  • Assalto na porta de casa;
  • Sequestro;
  • Medo, não de assalto, mas de ser morto;
  • É caboco, bem vindo a vida do trabalhador amazonense!!!