A irmã de Geovane Ferreira de Souza, que tinha 19 anos, reconheceu que a cabeça humana jogada num campo de futebol da rua Papucaia, na comunidade Monte Sião, no bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste de Manaus, era de fato o rapaz.

“Quando eu cheguei no local do encontro da cabeça, reconheci o meu irmão por uma foto. Ele fazia roubo para consumir drogas. Nossa luta é essa, contra o crime, já perdi outros irmãos por homicídio. Queremos o corpo dele, se preciso eu vou buscar e trazer para o IML. O tráfico destrói uma família”, declarou a irmã da vítima Adriana Ferreira.

De acordo com o delegado Fábio Silva, plantonista da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Geovane estava proibido de andar no bairro, pelo fato de cometer furtos para sustentar o vício, inclusive o fato foi confirmado pela própria mãe dele.

“Meu filho cometia roubos naquela área e a minha mãe já chegou até a pagar dívidas dele para que os traficantes não fizessem nada. Por várias vezes já recebi informações de que eles estaria morto, mas nunca esperei que quando acontecesse fosse só a cabeça. Queria que pelo menos jogassem o corpo dele na porta de casa. Me ajudem a encontrar o corpo do meu filho”, clamou Leia Ferreira de Souza, de 50 anos.

O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML) e o caso será investigado pela Polícia Civil.