A proposta de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas pode elevar os custos das empresas brasileiras entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria. Esse aumento representa até 7% na folha de pagamentos e considera dois cenários para manter o nível de produção: pagamento de horas extras ou contratação de novos trabalhadores. Somente na indústria, o impacto pode chegar a R$ 87,8 bilhões anuais, especialmente com o fim da escala 6×1.
O estudo aponta que o impacto será mais intenso em setores como construção, indústria de transformação, comércio e agropecuária, com aumentos que podem ultrapassar 13% nos custos com pessoal. Na indústria, a elevação pode atingir até 11,1% da folha salarial, pressionando custos, reduzindo competitividade e, em alguns casos, levando à diminuição da produção caso as horas não sejam repostas. Dos 32 setores industriais analisados, 21 teriam aumento de custos acima da média do setor.
Micro e pequenas empresas industriais seriam as mais afetadas, pois concentram maior número de trabalhadores com jornadas acima de 40 horas e têm menor capacidade financeira e estrutural para ampliar equipes. Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a medida exige cautela, já que pode provocar queda na produção, no emprego, na renda e no PIB. A entidade defende que qualquer mudança na legislação trabalhista seja amplamente debatida e considere as diferenças regionais, setoriais e de porte das empresas
O estudo aponta que o impacto será mais intenso em setores como construção, indústria de transformação, comércio e agropecuária, com aumentos que podem ultrapassar 13% nos custos com pessoal. Na indústria, a elevação pode atingir até 11,1% da folha salarial, pressionando custos, reduzindo competitividade e, em alguns casos, levando à diminuição da produção caso as horas não sejam repostas. Dos 32 setores industriais analisados, 21 teriam aumento de custos acima da média do setor.
Micro e pequenas empresas industriais seriam as mais afetadas, pois concentram maior número de trabalhadores com jornadas acima de 40 horas e têm menor capacidade financeira e estrutural para ampliar equipes. Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a medida exige cautela, já que pode provocar queda na produção, no emprego, na renda e no PIB. A entidade defende que qualquer mudança na legislação trabalhista seja amplamente debatida e considere as diferenças regionais, setoriais e de porte das empresas.











