Poucas vezes se viu tanta polícia na rua num fim de semana em Manaus como se viu neste sábado. Pra todo canto que o cara se virasse no Centro da cidade tinha um, ou vários. Só que eles estavam lá para manter as portas das lojas fechadas, e não para prender os bandidos que levam bolsas de senhoras indefesas, que furtam celulares dos desavisados ou arrancam os cordões dos que ousam andar pelo Centro com joias. Então, se quando rola um decreto para fechar o comércio dá pra ter tanta vigilância, porque não agora que o decretou foi flexibilizado?

 

IMAGINE

Já pensou se toda vez que alguém gritar “pega ladrão” aparece uma tropa como as que vimos nas fotos oficiais descendo porta? O amazonense anda muito castigado. É bandido, é vírus, é desemprego é falta de leitos. Agora até cano de arma de polícia o pobre trabalhador teve de enfrentar. Vamos dar uma força para essa turma que só quer trabalhar? Polícia na rua para prender bandido. Com certeza haverá mais gente comprando e a economia vai girar. Fica a dica.

 

MÁSCARA NA FUÇA

Espera-se, também, que com a mesma ânsia que foram as ruas pedir abertura de lojas, as pessoas metam a máscara na fuça, não se aglomerem e não fiquem fazendo festa e confraternização. Não adianta ficar arriscando a pele de depois falando mal do governo, do papa e do universo. Se o sujeito quer viver como se nada estivesse acontecendo, o azar é dele e de todos nós. Inclusive quem não tem covid mas precisa do médico para tratar outras doenças. Deixe de se meter a besta com o vírus que ele é esperto.

 

OBRIGAÇÕES 

Empresário toparam fornecer máscaras, álcool em gel e até transporte para diminuir as aglomerações nos ônibus. Para salvar seu empreendimento, o emprego do colaborador e o futuro do Amazonas, cada um tem de fazer a sua parte. Não tem escolha nessa jogada. Ou entra de sola e divide a bola, eu leva goleada da Covid.

 

VACINA 

Enquanto faz pressão pela vacina o brasileiro enche praias, banhos e chama a moçada para o pagode no fim de semana. Perde a oportunidade de ficar em casa, economizando leito e vidas. O Brasil tem um plano de vacinação de R$ 20 bilhões, mas não há como vacinar todo mundo de uma vez. Quem não for grupo de prioridade vai precisar manter os cuidados e contar com a colaboração dos que vão se vacinar primeiro. Será que dá pra confiar?

 

NINGUÉM MERECE