Um mercado que já existia e retornou mais forte com essa pandemia, foi a comercialização de DVDs piratas, nas esquinas das ruas e, mesmo, em bancas improvisadas.

Apesar do nome pirata, a apreensão do material só pode ser feita por uma reclamação formal do produtor, no caso os grandes estúdios de produção americanos, ou uma fiscalização por parte da Receita Federal, o que nunca acontece. “A gente precisa sobreviver”, diz Mário Luiz Almeida, 28. Segundo ele, com as parcelas do Auxílio Emergencial ele pôde entrar no negócio. “Dá pra salvar o do frango”, acrescenta.

Os DVDs são comercializados a uma unidade por R$ 2,00 ou três unidades a R$ 5,00. Na Avenida Grande Circular, zona Leste de Manaus, a venda de DVDs é ostensiva. Os revendedores, que recebem a unidade a R$ 0,50, nunca revelam o nome do fornecedor, por motivos óbvios.

Enquanto a Sony ou Universal e nem a RF se manifestam, eles vão tentando sobreviver, numa forma de empreendedorismo que já faz parte do cenário de Manaus.

Fonte: João Dantas