O Negão está de volta. E parece acreditar que suas chances de vitória são absolutamente seguras – a condição necessária que o dito cujo estabelece para entrar em qualquer disputa. Seus laranjas e testas de ferro já começam a por as manguinhas de fora para manusear o calendário, numa tentativa desesperada de que ele corra mais do que o costume. A cor escura da mala preta do Hebreu Hanan – definitivamente combina sempre com qualquer vestimenta do camaleão.  O Negão  já cantou essa pedra, pois conhece bem a todos eles na palma da mão, daí, talvez, suas freqüentes indisposições provocadas pela sua glicose.

ESPALHAM DISCÓRDIA 

Em São Paulo, o Fuscão Preto examinou o platinado, condensador, a caixa de marcha, trocou o óleo, os amortecedores e a ponteira da direção. Desanimado com a trairagem do Alfredo Buchada, Pauderney, Orsine Jr., mas seduzido com as promessas do Eduardo Cadeirudo, com  possibilidade de reconquistar o poder, em quem passou com muita força.  Amazonino disse aos chegados que dificilmente terá o apoio das máquinas em sua disputa pelo Palácio da Compensa. E já prepara o discurso da vítima da traição, uma de suas especialidades. Tenta a todo custo sacudir a léguas de distância a imagem dos Judas Iscariotes que invade suas noites de insônia.

BOATOS 

No discreto conforto de sua rede às margens do Rio Tarumã – quem foi rei sempre será majestade – se embala distante dos pedintes que fazem fila no portão da mansão para pedir um auxilio para as eleições. Se levantar da rede, onde tem um suntuoso escritório e recebe alguns poucos parceiros, entre eles o célebre colaborador do Vil, Samuel Hanan, que já aceita e banca a ideia – compulsiva em sua avaliação – de lançar várias frentes para enfraquecer a oposição e no segundo turno juntar a boiabada e ganhar a disputa pela Prefeitura manauara. O hebreu sabe de todos os caminhos que levam á Terra Prometida.

FUTRICAS 
Aos mais chegados confessa, sem esconder o iceberg de vaidade, que está meditando políticas do Amazonas. Se resolver dizer o que pensa, sai de baixo, não apenas o Doutor Deodato, mas toda camarilha de tantos anos de solidão e estripulia.  Reconhece que se trata de uma passagem pela Prefeitura – como sua trajetória – e seja dele aquela enigmática frase que define muito bem sua cosmovisão e epistemologia existencial: “vou comer  pelas beiradas…”

OUVIDOS DE PENICO 

Mas voltando aos amarra-cachorros escalados para implodir a oposição, vale a pena reproduzir as pérolas de Orsine Jr. e do Capitão Alberto “Silas” Neto, diante das câmeras na convenção covideira.  “todos nós, que viemos de tantas outras gestões, não temos nenhum problema com o ex-governador. Pelo contrário, a cada dia que passa o relacionamento de todos nós com ele é muito bom, eu diria até melhor do que com o Amazonino. Nós temos um bom relacionamento, mas eu diria que é até melhor com o governador  Omar Aziz”. Foi exatamente o que disse Silas Câmara, o padrinho dessa união que juntou a fome com a vontade de comer. É impressionante a capacidade de verborragia fecal do deputado.

MENEZÃO E BOLSONARO 

Diferenciado entre as candidaturas por não se alia aos nomes tradicionais da política amazonense, o Coronel Menezes também lançou sua oficialmente sua candidatura a prefeito de Manaus nesta quarta-feira, e definiu como a maior missão da vida. Ao lado de uma foto do presidente Jair Bolsonaro, de quem recebeu apoio registrado em vídeo. “Será um desafio hercúleo, o maior da minha vida, mas, sinto-me preparado para fazer de Manaus uma cidade diferente, fazer a DIFERENÇA, manter viva a chama da ESPERANÇA por dias melhores no coração das pessoas e libertar a nossa cidade das mentiras através da VERDADE, juntos vamos CONQUISTAR O IMPOSSÍVEL, eu creio, que DEUS me ilumine e guie o meu caminho!”.

 

NINGUÉM MERECE

Apesar da entrega dos 300 ônibus novos, das obras de mobilidade e da Faixa Azul, Arthur  neto não escapou da língua afiada dos rivais.

E olha que nem candidato ele é.

Bolsonaro deu uma resposta política às fake news do Renda Brasil. Deixou todo mundo ser argumentos.