Buscar meios de gerar riqueza com a exploração sustentável dos recursos da biodiversidade e interiorizar o desenvolvimento no estado do Amazonas. Esta será a ideia central do 1º Seminário de Bioeconomia do Amazonas, organizado pela Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).

O objetivo dessa iniciativa, segundo a secretária executiva da Secti, Tatiana Schor, é de lançar um olhar estratégico sobre a bioeconomia e agregar valor às cadeias produtivas em todo o estado, considerando o conhecimento na natureza e os investimentos em CT&I, como os principais potenciais para o desenvolvimento dessa nova matriz econômica.

“Pensando na questão da Ciência, Tecnologia e Inovação, acreditamos que o bioma amazônico contém elementos essenciais para que possamos construir uma nova matriz de desenvolvimento econômico e a base dessa matriz tem seu lastro no conhecimento da natureza. Com isso, existe um potencial enorme de melhorar a vida da humanidade sem deixar ninguém para trás”, destaca a secretária.

Ainda na programação, também serão debatidos temas relacionados à bioeconomia circular, como é o caso das cadeias do pirarucu e da avicultura.

O evento contará com cinco painéis que irão abordar os seguintes temas: Painel 1: Uma Bioeconomia para o Amazonas; Painel 2: Construindo Novas Relações na Bioeconomia Amazônica – O Manejo do Pirarucu e a Avicultura no Amazonas; Painel 3: As Políticas de Precificação e Compras de Produtos da Sociobiodiversidade; Painel 4: Fortalecimento das Cadeias Produtivas da Bioeconomia Amazônica e Painel 5: Empreendedorismo e a Cultura de Inovação na Bioeconomia Amazônica.

A bioeconomia é um tema que vem em uma crescente no Brasil e no resto do mundo. A proposta defende uma nova matriz econômica de forma sustentável, reunindo vários setores da economia tradicional.

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o novo conceito é resultado de uma revolução de inovações fundamentadas nas ciências biológicas, que culminam no desenvolvimento de produtos, processos e serviços mais sustentáveis. O Brasil é um país mega diverso que abriga cerca de 20% de toda a biodiversidade do planeta.

Há institutos de pesquisa que também asseguram que a bioeconomia considera não apenas os avanços tecnológicos nos processos químicos, industriais e de engenharia genética; mas também, aqueles resultantes do conhecimento tradicional e do uso sustentável da biodiversidade na estruturação produtiva, agregação de valor, acesso aos mercados, geração de renda e melhoria da qualidade de vida das pessoas.

O evento acontecerá em formato totalmente on-line nos dias 28, 29 e 30 de setembro de 2020, como parte da programação da 42ª Expoagro. Para mais informações, acesse: expoagro.am.gov.br.