A decisão foi confirmada pela Agência Nacional de Telecomunicações durante reunião realizada na quinta-feira (3), ficou decidido que o projeto será concluído num prazo de três anos, está em trâmite interno até que seja publicado e a contagem comece a valer. O sistema de autenticação de chamadas garante a comunicação segura entre a origem e o destino, não importando se envolve linha fixa ou móvel. A ideia é evitar o chamado spoofing, quando agentes maliciosos falsificam as ligações telefônicas. O gerente de Certificação e Numeração da Anatel, Davison Gonzaga, nos explica que será mais difícil ver chamadas falsas usando os números reais de instituições reconhecidas, como Banco do Brasil ou Caixa.
As prestadoras de telefonia terão o prazo de três anos para que as redes fiquem prontas para esta nova realidade. Algumas estruturas já estão modernizadas, enquanto outras precisarão de ajustes. Além disso, os smartphones das pessoas também precisam ser compatíveis com a tecnologia. Ela funciona nos modelos mais recentes e em sistemas operacionais atuais. Quando todo este arranjo funciona, na tela pode aparecer o nome da empresa, sua marca e o motivo da ligação. A Anatel levou em consideração o bem-sucedido sistema de autenticação dos Estados Unidos e do Canadá.
O diretor de Engenharia para clientes da CrowdStrike na América Latina, Marcos Ferreira, avalia que o movimento da Anatel é positivo porque traz mais segurança para um ambiente com muitos golpes. “Ele evita a propagação de chamadas que falsificam um número verdadeiro.” Por outro lado, o especialista em cibersegurança acredita que as pessoas e empresas ainda precisarão ser cautelosas com outra modalidade de golpes: o vishing. Nele, a pessoa recebe uma ligação supostamente de alguém da área de TI, que avisa sobre algum problema e dá instruções para serem realizadas no computador. Ferreira conta que os ataques assim normalmente são originados de número móvel, sem uso do spoofing, e mesmo assim as vítimas caem. O vishing cresceu 442% do primeiro para o segundo semestre de 2024, segundo o relatório mais recente da CrowdStrike.