As formas mais leves da automutilação, conhecida pela palavra inglesa “cutting”, podem envolver machucados como arranhões e pequenos cortes, podendo chegar a mutilações severas.

Mesmo não sendo encarada como um transtorno psíquico, o sintoma pode estar associado a várias condições da saúde mental.

Papel dos pais

A principal recomendação da neuropsicóloga da SES-AM, mestre em Teoria e Pesquisa do Comportamento, Lilian Donato, vai para os pais ou responsáveis. Ela diz que o papo aberto, sem julgamentos, é a principal orientação. Brigas, castigos e proibições acabam fortalecendo o comportamento de isolamento, conforme explica a especialista.

“A primeira coisa é uma conversa sem julgamentos, na qual o adulto se disponha a ouvir o que a criança/adolescente tem a dizer, em uma postura acolhedora, evitando monólogos, mantendo o seu controle emocional e propor buscar ajuda de um profissional juntos”, concluiu.