A polícia de Barreirinha liberou dois dos acusados de envolvimento no rapto, estupro e morte de Ana Beatriz, a criança de apenas 5 anos que foi retirada de casa, na madrugada de segunda-feira (23) enquanto dormia com a mãe. A criança saterê-mawé foi enterrada numa área de mata, e foi o próprio adolescente de 16 anos que cometeu o crime que indicou o local onde estava o corpo.

Adnilson Lira de Souza ,42 anos (Lôro) e Jonilson Pereira Barbosa (Camarão), suspeitos de envolvimento no crime foram soltos logo após a prisão por faltas de provas. Já o adolescente permanecerá sobre custódia da Justiça após confessar o crime e deixar pertences dele na casa da vítima.

O caso aconteceu na aldeia Vida Nova. O adolescente alega que estava drogado e bêbado na hora do crime.

 

Soltos por falta de provas

De acordo com o investigador Enéas Cardoso, gestor da 42ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Barreirinha (distante 331 quilômetros em linha reta da capital), que até o momento só houve identificação e a apreensão do adolescente envolvido na morte da criança.

“Até o momento temos só o indício de que somente o menor cometeu o crime, até porque o mesmo deixou pertences seus na casa da vítima e confessou sua participação, mas as investigações ainda não estão fechadas”, disse.

Conforme o gestor, as investigações em torno do caso estão em andamento e mais informações não podem ser repassadas para não atrapalhar as diligências policiais.

 

Sequestro e morte de Ana Beatriz

A pequena Ana Beatriz, de apenas 5 anos, foi raptada de dentro de casa enquanto dormia, e foi encontrada morta e violentada sexualmente numa área de mata. A mãe da vítima relatou que sentiu falta da filha por volta das 2 horas da madrugada. Taiane Silva Rayol, 25 anos, dormia com a menina e a outra filha.

O crime aconteceu no domingo (22), mas a vítima só foi encontrada no dia seguinte, por volta das 15 horas. Ela tinha marcas de agressão pelo corpo, e foi morta por asfixia.  Também havia marcas de agressão na boca, situação atestada pelo médico do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), Rafael Lopes.

Uma camisa do agressor foi encontrada dentro da casa da família. Jackson Mota, pai da criança, assim como a mãe, recebem apoio do Departamento de Assistência ao Índio no município, liderado por Jecinaldo Sateré.