O clima esquentou nos bastidores de General Severiano. A notícia da saída de Thairo Arruda, então CEO do Botafogo, pegou muitos de surpresa e revelou uma rachadura profunda na gestão da SAF. O desligamento não foi uma transição planejada, mas sim o ápice de um conflito direto com John Textor, evidenciando que a relação entre o braço executivo no Brasil e o proprietário norte-americano chegou a um ponto de ruptura insustentável.
O estopim para essa crise parece estar ligado diretamente ao bolso. Relatos indicam que as dificuldades financeiras enfrentadas por Textor começaram a respingar na operação do Alvinegro, gerando discordâncias sobre a condução dos investimentos e o fluxo de caixa do clube. Enquanto Thairo buscava uma estabilidade administrativa local, os problemas globais do conglomerado da Eagle Football acabaram criando um ambiente de pressão que tornou a permanência do CEO inviável.
Essa reviravolta gera um alerta para o torcedor botafoguense em um momento de grandes expectativas em campo. A saída de uma peça-chave da diretoria em meio a questionamentos sobre a saúde financeira do dono da SAF levanta dúvidas sobre o planejamento a longo prazo e a autonomia da gestão brasileira. Agora, o Botafogo corre contra o tempo para reorganizar sua cúpula administrativa e garantir que a turbulência fora das quatro linhas não prejudique o desempenho da equipe.











