A polícia acredita que traficantes são responsáveis pelo assassinato da manicure Thaysa Campos dos Santos, de 23 anos, grávida de oito meses que teve o corpo encontrado em uma linha de trem, no Rio de Janeiro. A família soube na madrugada de quinta para sexta-feira, que ela estava com traficantes. De acordo com as investigações, ela morreu em uma favela dominada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP), mas também frequentava, por vezes, comunidades que têm a criminalidade controlada pelos rivais do Comando Vermelho (CV). “Essa atitude de frequentar comunidades controladas por facções rivais pode ser interpretada por traficantes como informante, X9. E a gente sabe que essa desconfiança pode ser uma grande motivação para que esses criminosos cometam homicídios”, explicou a delegada Elen Souto.

Uma outra linha de investigação apurada pela DDPA é de que o pai do bebê e a esposa dele possam ter algum envolvimento com o assassinato de Thaysa. A Polícia Civil tem informações de que o casal também tinha conhecidos na comunidade do Triângulo. “O pai da criança era casado e nós sabemos que a mulher dele já havia dito categoricamente que essa criança não nasceria”, contou a delegada. A delegacia especializada apura ainda uma terceira hipótese, de que ela possa ter sido morta por uma discussão com a esposa de um miliciano, duas semanas antes do desaparecimento. Na ocasião, a mulher teria chegado a agredir a jovem grávida.