A escola de samba Unidos do Viradouro é a grande campeã do Grupo Especial do Carnaval de 2026 de RJ. O anúncio foi feito durante a apuração nas notas na Cidade do Samba, nesta quarta-feira (18).
A escola de Niterói apresentou o enredo “Pra Cima, Ciça”, que reverenciava seu próprio mestre de bateria. No desfile, ele se apresentou junto à comissão de frente da escola e, depois, voltou para o início da pista de desfiles para se juntar à bateria Furacão Vermelho e Branco.
Lá, ele reeditou uma cena icônico do Carnaval de 2007, subiu em cima de um carro alegórico com os ritmistas da Viradouro e regeu tudo lá do alto, ao lado da rainha Juliana Paes.Além de assumir o posto frente à bateria Furacão Vermelho e Branco, de Niterói, ele também se consagrou como enredo da Unidos do Viradouro V vencedora do Estandarte de Ouro como Melhor Escola.
Sozinho, ele também garantiu o título de Personalidade do Ano. Principal premiação da folia, a honraria é cedida pelo jornal O Globo desde 1972.
Escola que homenageou Lula, Acadêmicos de Niterói, é rebaixada
A Acadêmicos de Niterói ficou em último lugar e foi rebaixada do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro na apuração desta quarta-feira (18). A escola fazia sua estreia na elite das agremiações neste ano. Ao longo da apuração, ela recebeu apenas duas notas 10. Com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a Acadêmicos de Niterói contou, no desfile de domingo (15), a história do presidente Lula desde a infância no Nordeste, passando pela migração com a família para São Paulo, o trabalho como torneiro mecânico e a liderança sindical, até a Presidência da República.
A comissão de frente levou para a Sapucaí uma representação da rampa do Palácio do Planalto, lembrando a última posse de Lula, ao lado de integrantes da sociedade civil. Atores e bailarinos também representaram o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e os ex-presidentes Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.
O carro abre-alas representou a região onde o presidente Lula nasceu: o agreste pernambucano, com uma mistura de exuberância e escassez. Em um dos carros, a escola trouxe uma crítica às políticas sociais da época do governo Bolsonaro e à forma como ele enfrentou a pandemia. Na parte traseira, o carnavalesco fez uma referência à prisão do ex-presidente.
A escola teve problemas na dispersão, com alegorias que ficaram presas na saída da avenida. O fim da apresentação teve correria e a alegoria continuou no local após o término do desfile. A escola seguinte, a Imperatriz, afirmou que foi prejudicada pelo incidente.











