Valdir Correia, praticamente, a voz da radio Difusora, com quase 50 anos de casa, fará seu último programa na sexta-feira, 30, encerrando um ciclo de 19 anos no horário, desde que assumiu o lugar de Josué Filho, nomeado conselheiro para o Tribunal de Contas.
Em seu lugar, assume Daniel Anzoategui, filho de Fezinha e também um nome conhecido do rádio amazonense.
Nascido em Sena Madureira, Acre, Valdir chegou aos oito anos de idade em Manaus e foi morar no Paredão, hoje Presidente Kennedy.Ali, o “Garotinho” aos 13 anos, no campo da Usina Labor, influenciado por seu ídolo Waldir Amaral (radialista e locutor esportivo da Transglobo) improvisava em duas latas de leite ligadas por um fio, a locução das peladas, narrando os jogos imitando seu ídolo.
De maneira despropositada, nascia o radialista, que usou alto-falantes, onde passou a narrar os jogos que eram realizados no campo da Usina Labor, mas apaixonado que era por seu time, o Arsenal, quando narrava os jogos em que este time jogava, não resistia e alertava os jogadores das jogadas dos adversários e, desta forma, não deu outra, foi então impedido de narrar os jogos.
Esse é o “Garotinho”, que hoje como talvez só Josué Filho, encarnou tão bem a imagem da Difusora. Uma era que se encerra. O “Garotinho” cumpriu a missão de informar com isenção, paixão pela profissão e seriedade.











