Um jovem de 22 anos, usou as redes sociais para denunciar o crime de homofobia praticado contra ele por um motorista de transporte urbano privado por aplicativo . Em seu Instagram, Cleyton Oliveira acusa o motorista registrado na plataforma como Junior Cruz da Silva de agressão física e tentativa de homicídio após saber que ele era homossexual.

Já o motorista nega as acusações e diz que quem estava usando a conta na plataforma emprestada e cometeu o crime foi um primo dele.

Conforme Clayton, o caso aconteceu na quarta-feira (12), por volta das 21h, quando ele embarcou no veículo próximo ao Posto de combustível BR, localizado na avenida Desembargador João Machado. Na publicação ele relata que antes de entrar no veículo colocou os objetos que levava no banco traseiro e em seguida sentou no banco do passageiro ao lado do motorista.

O motorista perguntou se ele era gay, diante da resposta positiva da vítima, o motorista começou agredi-lo com vários socos na região do rosto. Ele afirma ainda que o homem disse ter ódio de homossexuais.

“No meio do caminho ele pergunta se eu era gay, disse que sim e então começo a ser espancado, levando socos e gritos de que veado precisa morrer e que eu precisava disso, e eu só sairia de lá depois de morto! Eu realmente fiquei sem reação, começo a ficar ensanguentado e perguntando o porquê daquilo estar acontecendo comigo?”, escreveu na publicação.

A vítima relatou ainda que, o motorista ficou com uma mala com os seus pertences e documentos pessoais no interior do automóvel, bem como seu aparelho celular, marca Iphone.

 

MOTORISTA NEGA E DIZ QUE EMPRESTOU CONTA PARA PRIMO TRABALHAR

Na noite de quinta-feira (13), o motorista acusado ficou sabendo da repercussão do caso pela redes sociais. O motorista identificado como Junior, negou as acusações foi até a delegacia registrar um boletim para resguardar o direitos dele e fez questão de gravar um vídeo explicando o que ocorreu.

De acordo com o Junior, ele emprestou a conta que usava para trabalhar como motorista para um primo e que só soube do caso ontem (13).

“Eu sou Júnior Cruz da Silva e estou sendo acusado de homofobia, fiquei sabendo pelas redes sociais. Então, me dirigi imediatamente para a delegacia para esclarecer essa situação, para explicar que não fui eu. Essa conta da 99 eu emprestei para um parente e não sei o que aconteceu até o presente momento. Eu tô aqui dando a minha cara a tapa para esse rapaz me reconhecer e vê que não fui eu que agredi ele”, disse no vídeo.

 

O motorista afirma estar recebendo ameaças. “As pessoas dizem para eu me tratar, mas não fui eu gente. Sou um trabalhador e estava trabalhando no momento que eu fiquei sabendo dessa notícia, estou aqui abalado e vim aqui na delegacia para esclarecer isso”, pontuou.

 

Conforme a assessoria de imprensa da Polícia Civil, foi solicitado o exame de corpo de delito, e a ocorrência será transferida para o 10° DIP, que é o responsável da área que aconteceu o fato.

Ainda de acordo com o delegado João Neto, titular do 10° Distrito Integrado de Polícia (DIP), até o momento as informações do nome do motorista não está confirmado, é possível que seja o nome fornecido pela vítima no B.O. ou não.

 

99 se manifesta

A 99 recebeu a grave denúncia do passageiro Clayton Oliveira envolvendo um motorista da plataforma. Assim que tomamos conhecimento do caso, bloqueamos o condutor imediatamente enquanto a polícia realiza a investigação. Mobilizamos uma equipe que está buscando contato com Clayton para oferecer todo o apoio e acolhimento necessário. A empresa está disponível para colaborar com as apurações das autoridades.

O aplicativo lamenta profundamente o caso e reitera que repudia veemente qualquer atitude preconceituosa ou hostil contra pessoas, seja por conta de orientação sexual ou qualquer outra. Temos uma política de tolerância zero em relação à LGBTFobia.

Esclarecemos ainda que todos os usuários, motoristas e passageiros, devem tratar uns aos outros com boa fé e respeito. Em comportamentos como esse, que vão contra os Termos de Uso da Plataforma, todas as medidas corretivas são adotadas — e incluem o bloqueio definitivo do perfil do agressor.

A plataforma orienta e sensibiliza os condutores a atenderem a todos com respeito. Passageiros que tenham sofrido qualquer forma de agressão ou discriminação devem reportar imediatamente para a empresa, por meio de seu app ou pelo telefone 0800-888-8999, para que medidas corretivas sejam adotadas. Trabalhamos 24 horas por dia, 7 dias por semana, para cuidar exclusivamente da proteção dos usuários.