Pela terceira vez em menos de um mês, Manaus e cidades da Região Metropolitana enfrentaram um apagão na noite desta quarta-feira (2). Desta vez, a interrupção no fornecimento de energia se estendeu a todo o Amazonas, segundo a concessionária informou em nota. O blecaute começou às 22h06, quando uma falha desligou a linha de transmissão de 500 kV Jurupari-Oriximiná, que integra o Sistema Interligado Nacional (SIN). A falha comprometeu o fornecimento de energia em todo o estado.
Às 22h54, o Operador Nacional do Sistema (ONS) autorizou a retomada gradual da carga. No horário, apenas 13% do abastecimento havia sido restabelecido. Algumas áreas de Manaus permaneceram sem luz até as 23h50. Já à 0h30, a Amazonas Energia informou que metade da distribuição estava normalizada, incluindo o fornecimento para Iranduba, Manacapuru e Presidente Figueiredo.

Sequência de sacanagens
O novo blecaute aconteceu poucos dias após o apagão de 27 de março, causado por uma falha na linha de transmissão de 230 kV Lechuga-Manaus, que deixou diversas áreas sem energia. No dia 7 de março, outro apagão generalizado atingiu Manaus, cidades da Região Metropolitana e do interior, depois de um problema na linha de 500 kV Jurupari-Silves. Em alguns locais, a energia só foi totalmente restabelecida após mais de seis horas.

Amazonas Energia se posiciona
Segundo nota oficial divulgada pela concessionária, a interrupção foi causada pelo desligamento da linha de transmissão de 500 kV Jurupari-Oriximiná, afetando diretamente Manaus, além dos municípios de Presidente Figueiredo, Iranduba e Manacapuru. Apenas às 22h54, o ONS autorizou a retomada gradativa do fornecimento. A Amazonas Energia afirmou estar trabalhando na recomposição total e reforçou que seus canais de atendimento estão à disposição da população.

Nota oficial
“A Amazonas Energia informa que, às 22h06, ocorreu o desligamento da linha de transmissão de 500 kV Jurupari-Oriximiná pertencente ao Sistema Interligado Nacional (SIN), causando a interrupção do fornecimento de energia para o Estado do Amazonas. Às 22h54, o Operador Nacional do Sistema (ONS) autorizou a retomada gradativa de carga para a recomposição do sistema afetado. Neste momento, 13% do sistema de distribuição foi normalizado. A Amazonas Energia agradece a compreensão e coloca seus canais de atendimento à disposição.”

Quem sofre com os apagões?
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que, o apagão do dia 07/03 no Amazonas, foi causado pelo desligamento automático da Linha de Transmissão (LT) 500 kV Jurupari/Oriximiná C1 e C2, no Pará, em meio a fortes chuvas, com interrupção de cerca de 1.400 MW de carga. E que as causas ainda estão sendo apuradas junto aos agentes.
Segundo o ONS, a ocorrência afetou praticamente todo o estado do Amazonas, incluindo Manaus, a região metropolitana de Manaus, além das cidades de Parintins, Itacoatiara e Presidente Figueiredo, Iranduba, Manacapuru, dentre outras. Além disso, atingiu os municípios do Noroeste do estado do Pará, como Oriximiná, Óbidos, Alenquer, Monte Alegre, Curuá e Juruti.

Justiça não tardou
Em março, a Amazonas Energia foi condenada a pagar mais de R$ 2 milhões em indenizações por conta de apagões registrados na cidade de Manaus durante fortes chuvas ocorridas em setembro de 2012. A decisão tem como base uma ação civil pública (ACP) do Ministério Público do Estado do Amazonas, por meio da 51ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Consumidor (Prodecon).
Conforme os autos, a ação levou em consideração os prejuízos causados à população pela interrupção no fornecimento de energia elétrica, que durou mais de 24 horas em algumas regiões da capital, causando transtornos e prejuízos à população. O valor será destinado ao Fundo de Despesa de Reparação de Interesses Difusos Lesados.
De acordo com o juiz Abraham Peixoto Campos Filho, responsável pela sentença, os danos aos consumidores não se limitaram à falta de energia, mas também à sobrecarga nos equipamentos quando o fornecimento foi restabelecido. “A queda repentina e prolongada de energia, seguida de retomada sem controle, compromete o desempenho de aparelhos eletrônicos, exigindo reparos frequentes e gerando custos inesperados aos moradores afetados”, afirmou o magistrado.