O Ministério da Saúde pretende usar as zonas eleitorais para acelerar a vacinação no Amazonas. Auxiliares do ministro Eduardo Pazuello disseram à CNN que a ideia é facilitar o acesso à população e evitar aglomerações nos postos de saúde.

A expectativa de Pazuello é a de que a campanha, que terá o apoio das Forças Armadas, comece no próximo dia 22. O foco são os moradores com mais de 50 anos e o objetivo, de acordo com o ministério, é que a ação atinja cerca de 1 milhão de pessoas na região.

Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o estado tem 60 zonas eleitorais, sendo 13 delas na capital Manaus e as restantes no interior.

De acordo com relatos feitos à CNN, a perspectiva no ministério é a de que a estratégia também seja estendida ao Pará. A pasta planeja enviar doses extras de vacina contra a Covid-19 ao estado assim que o próximo lote estiver disponível.

Assim como o Amazonas, o Pará também vai receber uma cota adicional de 5%, além da fração a que o estado tem direito.

Diante do colapso no sistema de saúde do Amazonas, Pazuello voltou ao estado na sexta-feira (12). Em seu primeiro compromisso, o ministro anunciou ao lado do governador Wilson Lima (PSC) que o estado contará com uma aceleração na vacinação.

Esta é a terceira vez, no intervalo de um mês, que Pazuello viaja a Manaus. O Amazonas enfrenta um agravamento da pandemia por causa da variante P.1 do Sars-CoV-2.

Alvo de uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suposta omissão na ajuda a Manaus e pressionado pela possibilidade de ser alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a atuação do governo federal na pandemia da covid-19, Pazuello participou de uma audiência de mais de cinco horas no Senado na última semana.