Isabelle Drummond tinha apenas seis anos quando apareceu pela primeira vez em uma tela de televisão. O ano era 2000, em Laços de Família, e quase ninguém sabia o nome daquela menininha. Um ano depois, o Brasil inteiro saberia. A boneca falante do Sítio do Picapau Amarelo transformou a criança nascida em Niterói, Rio de Janeiro, no dia 12 de abril de 1994, num rosto familiar, daqueles que a gente sente que conhece, mesmo sem nunca ter se encontrado. De 2007 até aqui, ela esteve no ar quase sem parar, agora na tela dos brasileiros dando vida à vilã e influenciadora Naiane Sampaio, em Coração Acelerado. O público a viu crescer em tempo real: da infância à adolescência, da adolescência à vida adulta, com uma intimidade que só a televisão na sala de casa é capaz de criar.
É justamente aí que mora um dos paradoxos de sua trajetória. Enquanto milhões de brasileiros acompanhavam cada etapa de sua carreira, Isabelle aprendia, longe das câmeras, a preservar espaços que fossem exclusivamente seus. Ao recordar a forma como a fama foi administrada durante sua infância, ela atribui aos pais uma parte importante do equilíbrio que carrega até hoje. “Meus pais sempre tiveram um cuidado muito grande para que o trabalho não definisse quem eu era. Eu comecei muito cedo, mas em casa a prioridade sempre foi que eu tivesse uma infância o mais normal possível. Acho que isso fez toda a diferença. Eles me ensinaram que o reconhecimento profissional é importante, mas que ele não pode ser o centro da nossa identidade”, relembra.








