A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu o cabo da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) Bruno Everson Pinto dos Santos durante a operação que investigava a atuação de um grupo criminoso no bairro Alvorada, zona centro-oeste de Manaus. O policial é apontado como proprietário da picape utilizada pelos suspeitos envolvidos na ação que terminou com a morte do investigador Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos.
O veículo foi abandonado após a troca de tiros e, durante a perícia, os agentes encontraram cinco tabletes de entorpecentes em seu interior. A investigação apura se a droga apreendida teria sido desviada de uma apreensão anterior realizada pela própria PMAM. O principal suspeito de atirar contra o investigador foi identificado como Rafael Pereira Freitas.
Após buscas realizadas pelas equipes do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), Rafael foi localizado no município de Itacoatiara. De acordo com a PC-AM, ele reagiu à abordagem atirando contra os policiais, houve confronto e o suspeito morreu no local.
A operação realizada pelo Denarc também resultou na prisão de outras quatro pessoas e na apreensão de mais de uma tonelada de drogas, além de armas, munições e veículos. A morte do investigador ocorreu durante o cumprimento da ação policial, que fazia parte da ofensiva contra o tráfico de drogas na capital.
A PMAM informou que apresentou o cabo à Polícia Civil, onde ele foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Paralelamente ao inquérito conduzido pela PC-AM, a Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) instaurou uma Sindicância Administrativa Disciplinar (SAD) para apurar a conduta do militar, que também responde a outro procedimento administrativo dentro da corporação.











