O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) formalizou nesta segunda-feira (22) um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que institui o Programa Inova Bioindústria Amazônica. A iniciativa estratégica reúne o IEL, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) e a Ação Pró-Amazônia com o objetivo de fortalecer a bioindústria e impulsionar a inovação aplicada nas cadeias produtivas da Amazônia Legal.
A assinatura ocorreu durante a reunião de diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que a iniciativa prioriza a inovação e o desenvolvimento sustentável da região. “Esse programa integra talentos, conhecimento e empresas para posicionar a bioindústria amazônica como um motor estratégico de inovação, competitividade e desenvolvimento sustentável”, disse Alban.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado Amazonas (FIEAM) e conselheiro da Ação Pró-Amazônia, Antonio Silva, o programa visa transformar a biodiversidade amazônica em produtos, processos e em tecnologias de classe mundial, consolidando uma nova etapa do desenvolvimento da região, na qual indústria, ciência e floresta atuem de forma integrada.
Alinhado ao Plano Nacional de Bioeconomia e à Missão 5 da Nova Indústria Brasil (NIB), o programa vai acelerar a transformação tecnológica e sustentável da região por meio da articulação entre empresas, cooperativas, associações, startups, instituições de pesquisa e pesquisadores.
Para a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cortez da Cunha Cruz, a parceria formalizada hoje é a concretização da visão da NIB. “A política industrial de hoje não é igual à que se fazia nos anos 70 e mesmo no início dos anos 2000. Hoje, a política industrial precisa ser feita de forma conectada com os instrumentos tradicionais, mas também com uma visão de indústria inovadora e sustentável. Precisamos enxergar a sustentabilidade ambiental e social como um vetor de competitividade, uma alavanca para que nossas indústrias alcancem melhor posição no âmbito da competição nacional e global”, disse.
Para a superintendente nacional do IEL, Sarah Saldanha, a cooperação amplia a capacidade de integrar conhecimento científico, talentos qualificados e demandas do setor produtivo, promovendo soluções inovadoras com impacto econômico e social. Ela destacou que, entre os resultados esperados para os próximos cinco anos, estão a execução de 400 projetos de inovação aplicada, a inserção de 450 pesquisadores e o atendimento direto a pelo menos 250 organizações da Amazônia Legal.
A presidente da Ação Pró-Amazônia e da Federação das Indústrias do Estado de Roraima (FIER), Izabel Itikawa, destacou o potencial de biodiversidade da Amazônia como propulsor do crescimento regional. “Nós, enquanto amazônidas, temos como vocação preservar e construir uma Amazônia forte, soberana e capaz de ser competitiva com outras regiões”, disse.










