O número de municípios em situação de emergência no Amazonas devido à cheia dos rios subiu para sete, conforme balanço da Defesa Civil estadual. As cidades afetadas pertencem às calhas do Alto Solimões (Atalaia do Norte e Benjamin Constant), do Rio Purus (Boca do Acre e Canutama) e do Rio Juruá (Carauari, Eirunepé e Itamarati). Além dessas, 12 municípios estão em estado de alerta e 15 em atenção, enquanto a capital, Manaus, permanece em normalidade. O status de emergência reflete impactos diretos como alagamentos urbanos e rurais, além de dificuldades no acesso a comunidades isoladas.
O ciclo das águas no estado segue seu curso natural, com os rios subindo gradativamente desde o fim da seca, entre outubro e novembro, até atingirem o ápice em junho. Em Manaus, o Rio Negro registrou a marca de 24,86 metros nesta terça-feira, nível ligeiramente inferior ao do mesmo período no ano passado. Embora o monitoramento seja contínuo, ainda não há um levantamento oficial consolidado sobre o número total de pessoas afetadas pelas inundações em todo o território amazonense nesta temporada.
No âmbito administrativo, o Governo Federal já reconheceu formalmente a emergência em três dessas cidades: Eirunepé, Itamarati e Boca do Acre. Esse reconhecimento oficial é um passo crucial, pois permite que as prefeituras solicitem recursos federais para ações de assistência humanitária. A verba é destinada à compra de itens essenciais, como cestas básicas, água potável e kits de higiene, além de garantir suporte logístico para as equipes e voluntários que trabalham no socorro às famílias atingidas.











