Se a França hoje é considerada um dos ataques mais poderosos da Copa do Mundo, muito se dá por uma revolução iniciada a partir de derrota para a Espanha, adversária desta terça-feira, valendo uma vaga na final do Mundial de seleções. Em 2024, as equipes também duelaram em uma semi, da Eurocopa. E França terminou derrotada por 2 a 1, com a sensação de que o técnico Didier Deschamps não estava conseguindo extrair o melhor do potencial ofensivo do grupo.
Naquele jogo, a França ainda jogava no 4-3-3, com um meio-campo formado por Tchouaméni, Kanté e Rabiot; Dembélé, Kolo Muani e Mbappé fizeram o trio de frente. A eliminação veio com apenas quatro gols marcados em seis jogos da Euro, incluindo dois gols contra. A partir dela, houve o início de uma mudança no grupo, com o anúncio de que Giroud iria se aposentar da seleção; semanas depois, foi a vez de Griezmann se despedir da equipe nacional. Deschamps começou a mudar o esquema já para o jogo seguinte, contra a Itália, na Liga das Nações. Olise tornou-se titular, mas o resultado ainda foi uma derrota, por 3 a 1. A sequência fez com que treinador e elenco tivessem uma reunião a portas fechadas. A conclusão: a França se mostrava um time que não soube o que fazer com a bola contra a Espanha. A partir daí, decidiu-se pela necessidade de mudança de postura dos atletas e de estratégia da comissão técnica.











