A Receita Federal apresentará oficialmente, nesta segunda-feira (16), as diretrizes para a Declaração do Imposto de Renda 2026. A expectativa é que o período de entrega comece imediatamente após o anúncio, estendendo-se até o dia 29 de maio. É fundamental que os contribuintes compreendam que a nova faixa de isenção de R$ 5 mil, embora vigente para os salários atuais, não se aplica a este ciclo. Como a declaração atual refere-se ao ano-calendário de 2025, o benefício da isenção ampliada só terá impacto real no acerto de contas de 2027.
Para este ano, a obrigatoriedade de declarar recai sobre quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 em 2025 ou rendimentos isentos que ultrapassaram R$ 200 mil. Além disso, estão convocados aqueles com receita bruta rural superior a R$ 169.440, proprietários de bens acima de R$ 800 mil e investidores que operaram mais de R$ 40 mil em Bolsas de Valores ou obtiveram lucro tributável em vendas de ativos. Quem possui bens ou trusts no exterior também deve prestar contas ao Leão.
Para evitar a malha fina, é essencial organizar a documentação comprovando as movimentações financeiras de 2025, cujos informes de rendimentos deveriam ter sido entregues por empresas e bancos até o final de fevereiro. O contribuinte deve reunir documentos pessoais, comprovantes de renda (salários, aluguéis e extratos bancários) e recibos de despesas dedutíveis. Gastos com saúde, educação e previdência privada continuam sendo fundamentais para reduzir o imposto devido ou aumentar o valor da restituição.
Por fim, o cronograma de restituições manterá o modelo de cinco lotes mensais, iniciando em 29 de maio e encerrando em 30 de setembro. Terão prioridade no recebimento os idosos, professores e aqueles que optarem pelo uso da declaração pré-preenchida ou pela restituição via Pix. Estar atento a esses detalhes e aos prazos finais é a melhor estratégia para garantir uma declaração tranquila e o recebimento ágil dos valores devidos.i









