Tudo pode acontecer na eleição para governador, nessa altura do campeonato, que ganhou um novo molho, e molho grosso, com a entrada de Roberto Cidade na disputa. Muito embora as pesquisas ainda coloquem Omar Aziz na dianteira, a diferença é pouca e ninguém sabe mais o que será daqui pra frente. A primeira pesquisa eleitoral da DMP para as eleições de 2026, por exemplo, confirmava um cenário de dois movimentos distintos na disputa pelo Governo do Amazonas.
Enquanto Aziz aparecia isolado na liderança da corrida, com 33,9% das intenções de voto, a segunda vaga para um eventual segundo turno tornou-se o principal campo de batalha da sucessão estadual. O universo pesquisado compreendeu eleitores a partir de 16 anos, residentes e votantes na capital Manaus e em mais 19 municípios do Amazonas. O levantamento foi realizado nos dias 01 e 02 de julho de 2026.

Segundo lugar quase empatado
O ex-prefeito de Manaus David Almeida apareceu numericamente em segundo lugar. Ele apareceu com 19,8%. Com esse resultado, ele encostou em Roberto Cidade, que somou 19,2%. A empresária Maria do Carmo (PL), que durante boa parte das pesquisas divulgadas neste ano figurava entre os principais concorrentes de Omar, surge agora na quarta posição, com 18,3%.
Na prática, a diferença entre David Almeida e Maria do Carmo é de apenas 1,5 ponto percentual. Esse placar configurar um empate técnico dentro da margem de erro e indicando que a disputa pela segunda vaga permanece completamente aberta.

Terceiro pelotão
Completam o levantamento Gilberto Vasconcelos (PSOL), com 1,2%, e Isael Munduruku (Rede), com 1,1%. Brancos e nulos somam 3,8%, enquanto 2,9% disseram não saber ou preferiram não responder. O levantamento da DMP revelou que a principal fortaleza eleitoral de Omar Aziz continua sendo o interior do estado.
Nos municípios pesquisados fora de Manaus, o senador alcança 42,8% das intenções de voto. Assim sendo, o interior praticamente lhe dá o dobro do desempenho sobre os adversários diretos. Almeida registra 22,1%, Cidade aparece com 17% e Do Carmo soma 13%.

Na capital, Ducarmo encosta
Em Manaus, por outro lado, o cenário é bem mais competitivo. Aziz lidera com 25,9%, mas Do Carmo aparece com 23%, Cidade registra 21,1% e Almeida soma 17,6%. O retrato mostra um Amazonas dividido geograficamente. Enquanto Aziz constrói uma vantagem confortável no interior, Manaus concentra a disputa entre os candidatos que tentam garantir presença no segundo turno.
além da liderança consolidada de Aziz, o dado politicamente mais relevante da pesquisa talvez seja justamente o equilíbrio observado entre os três postulantes que tentam chegar ao segundo turno. Almeida, Cidade e Do Carmo aparecem separados por apenas um ponto e meio percentual.

Tragada pelos desgastes de Flávio
No caso de Ducarmo, o levantamento registrou uma mudança importante em relação ao ambiente político observado nos primeiros meses do ano. Depois de figurar entre os principais nomes da disputa estadual, a empresária aparece agora na quarta colocação.
A pesquisa não investiga as razões dessa movimentação do eleitorado. O resultado, contudo, surge em um momento de forte desgaste nacional do PL, partido da empresária, envolvido em sucessivas crises políticas e na repercussão de denúncias envolvendo seu pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro. O levantamento da DMP registra o comportamento do eleitor, sem atribuir causas para essa oscilação.

Segundo Turno
Nas simulações do Segundo do Turno reforçam ainda mais a posição confortável do senador. Contra Ducarmo, Aziz venceria por 55,8% a 34,4%. Num eventual confronto com Almeida, a vantagem seria de 55,5% contra 36,9%.
Já diante do governador Roberto Cidade, Aziz alcança seu melhor desempenho: 58,3% das intenções de voto, contra 33,3% do atual chefe do Executivo estadual. É justamente nesse cenário que aparece a maior diferença entre os candidatos, superior a 25 pontos percentuais, indicando que, neste momento, Cidade teria a missão mais difícil entre os três principais concorrentes caso a disputa chegasse ao segundo turno. Mas, como pesquisa reflete o momento em que foi feita, tudo pode mudar de um dia para o outro, já que agora todos os candidatos arregaçaram as mangas e partiram à caça dos eleitores.










