É liquidar a fatura
Na maior Copa do Mundo de todos os tempos, não existe tempo bom, nem adversário ruim. Hoje o Brasil entra de azul e meião preto, uma combinação que não aparecia em Mundial há 96 anos. Vai ter gente olhando mais para a meia do que para a bola.

Mas o que interessa mesmo é o futebol
Porque depois do último jogo, muita gente ficou amuada, quase desenganada na esperança do hexa. E esperança, meu irmão, é igual bola na área: não pode deixar quicar. Então deixa de ensebação!

Sem Neymar
Com Neymar, com meião preto ou branco, a conversa é simples. Basta jogar o que sabe. Como se fosse decisão. Aliás, todo jogo de Copa é decisão. Decisão de seguir herói ou virar vilão da resenha do dia seguinte.

200 milhões em suspense
Vestir a camisa da Seleção é carregar junto mais de 200 milhões de brasileiros. Gente que acorda cedo, trabalha duro, enfrenta juros, imposto, gastança, guerra, inflação e toda sorte de aperreio. O povo não quer milagre. Quer entrega. Quer raça. Quer respeito. Quer ver onze cabras correndo como se a última bola da vida estivesse rolando naquele gramado. O Haiti merece respeito. Chegou à Copa depois de mais de meio século longe do Mundial e não atravessou esse caminho para servir de figurante. Atenção redobrada. Nada de salto alto. Nada de achar que o jogo já vem ganho. Ganhar primeiro.

Comemorar depois
E se der espetáculo, melhor ainda. Porque o Brasil está precisando de uma boa festança. Nem que seja por noventa minutos. Vai pra cima deles, Seleção.










