Estudo com 23 mil pacientes aponta melhora clínica
Um estudo publicado no periódico científico internacional BMC Endocrine Disorders, no dia 27 de maio, revela que pacientes com diabetes tipo 2 (DM2) acompanhados pelo programa Viver Bem, iniciativa de cuidado estruturado da doença, adotado pela Hapvida, apresentaram melhoras significativas em indicadores clínicos e laboratoriais. Fatores como hemoglobina glicada, pressão arterial, peso e perfil lipídico foram acompanhados em 23.516 pacientes cadastrados, ao longo de aproximadamente 20 meses, entre 2017 e 2023. Além da melhora em indicadores, foram registrados custos operacionais menores relativos a visitas a prontos-socorros, exames e tratamentos, em comparação a pacientes elegíveis que não foram incluídos no programa.
A pesquisa, conduzida pelo Centro de Pesquisa Clínica da Hapvida, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo e a Universidade Nove de Julho, é um dos maiores estudos de vida real sobre gestão de diabetes já conduzidos no Brasil em sistema de saúde suplementar. “O acompanhamento dos pacientes incluídos no programa mostra que a estruturação do cuidado crônico traz benefícios reais no quesito clínico. Além disso, uma estratégia racional de alocação de recursos pode contribuir para tornar os planos de saúde mais sustentáveis e acessíveis. Programas como esse mostram que cuidar bem custa menos”, afirma Rodrigo Sardenberg, diretor de pesquisa clínica da Hapvida.

Monitoramento contínuo
O Programa Viver Bem foi desenhado para oferecer acompanhamento longitudinal a pacientes com diabetes tipo 2, com foco em monitoramento clínico contínuo por equipe multidisciplinar, suporte psicossocial, teleconsultas e destaque também para a educação em saúde. Os pacientes elegíveis precisam ter mais de 18 anos e são identificados por critérios laboratoriais. Os participantes são contatados proativamente pela operadora para ingresso voluntário no programa. Ao fortalecer o vínculo do paciente com a atenção primária e preventiva, o programa busca reduzir a necessidade de cuidados de maior complexidade.

Sustentabilidade dos planos
Os autores, Rodolfo Pires Albuquerque, Ricardo Bezerra Walraven, José Arnaldo Shiomi da Cruz e Rodrigo Afonso Silva Sardenberg, ressaltam que se trata de um estudo observacional retrospectivo, sem grupo controle para os desfechos clínicos. Por isso, os resultados devem ser lidos como associações dentro do grupo acompanhado ao longo do tempo. A escala da análise e a consistência dos achados, porém, justificam a relevância do estudo como evidência de mundo real para orientar políticas de cuidado crônico em sistemas privados de saúde, especialmente em países de renda média. O estudo também levanta uma perspectiva relevante para o debate sobre acesso à saúde suplementar no Brasil. “Além da melhora nos indicadores laboratoriais, há uma mudança no padrão de uso dos serviços de saúde. Pacientes acompanhados de forma estruturada e contínua tendem a utilizar menos a porta de urgência e a realizar menos procedimentos não planejados, o que tem impacto direto nos custos operacionais do sistema”, diz Ricardo Bezerra, diretor médico de Programas Especiais e Qualivida.O artigo (em inglês) está disponível em: https://doi.org/10.1186/s12902-026-02287-x.

PIS/PASEP de R$ 1.621 será pago em julho
Os pagamentos do abono salarial do PIS/Pasep, referente ao ano-base de 2024, continuam seguindo o calendário oficial em julho de 2026. Neste mês, um novo grupo de trabalhadores passa a ter acesso ao benefício, que pode chegar a R$ 1.621, conforme as regras estabelecidas pelo programa. O valor é pago de forma proporcional ao tempo trabalhado com carteira assinada durante o período de referência, funcionando como um complemento de renda para quem atende aos critérios definidos. Os trabalhadores têm até o dia 30 de dezembro de 2026 para realizar o saque dos valores disponíveis. O PIS é destinado aos empregados da iniciativa privada contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e é administrado pela Caixa Econômica Federal. Já o Pasep atende os servidores públicos e é gerido pelo Banco do Brasil.
De acordo com o cronograma oficial, os trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro tiveram os pagamentos liberados em 15 de fevereiro e 15 de março. Já os aniversariantes de março, abril, maio e junho receberam os valores nos meses de abril e maio. Os nascidos em julho e agosto passaram a contar com os recursos disponíveis a partir de 15 de junho. Agora, em julho, chegou a vez dos trabalhadores nascidos em setembro e outubro, que poderão sacar o benefício a partir do dia 15. O último grupo será formado pelos nascidos em novembro e dezembro, com liberação prevista para 15 de agosto.

Mercado de hamburguerias cresce no Amazonas
O mercado de hamburguerias vive uma nova fase de desenvolvimento no Brasil. Após uma década de expansão acelerada, o segmento passa por um processo de profissionalização, no qual permanecem as operações que conseguem aliar identidade de marca, gestão eficiente e experiência do cliente. Esse movimento acompanha o crescimento do setor de alimentação fora do lar. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o food service movimentou R$ 455 bilhões em 2024, consolidando-se como um dos principais segmentos da economia brasileira.
Além disso, o mercado de hambúrgueres alcançou R$ 35,4 bilhões nos 12 meses encerrados em março de 2026, com crescimento de 7% em relação ao período anterior e mais de 1,4 bilhão de transações, conforme dados do Instituto Foodservice Brasil (IFB).

Amazonas registra ambiente favorável
No Amazonas, o ambiente de negócios também apresenta sinais de expansão. Dados da Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea) mostram que a abertura de empresas de diversos setores aumentou 58% no primeiro quadrimestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Esse cenário fortalece o empreendedorismo e contribui para o crescimento da alimentação fora do lar, segmento em que as hamburguerias ampliam sua participação e investem cada vez mais em profissionalização. O mercado de Manaus se destaca pela força das marcas locais e pela consolidação de um ambiente mais competitivo. Segundo Amanda Magalhães, sócia do Hambúrguer Perfeito — maior comunidade digital especializada em hambúrguer do Brasil —, a capital amazonense abriga uma das maiores hamburguerias do país em volume de vendas.









