A Tia do motorista morto em um acidente com uma viatura da Rocam negou que o sobrinho estivesse embriagado e afirmou que a viatura não estava com as sirenes ligada. “As sirenes não estavam ligadas e meu sobrinho não fez teste do bafômetro’, afirmou ela, cujo nome não foi divulgado pela polícia.
A ocorrência envolveu uma viatura da ROCAM e um veículo de passeio, que pertencia à família das vítimas. As informações foram apuradas no Instituto Médico Legal (IML), onde familiares compareceram para reconhecimento dos corpos. Em entrevista, a irmã de uma das vítimas apresentou sua versão sobre o caso e contestou algumas informações que circulam nas redes sociais.
Segundo ela, o carro envolvido no acidente não era alugado, mas de propriedade da família. A mulher também afirmou que o condutor do veículo — seu sobrinho — não teria feito uso de bebida alcoólica. “Ele não tinha costume de pegar o carro bêbado. Ele está muito abalado e não fizeram o teste do bafômetro nele. Eu quero justiça”, declarou ela, que é irmã de uma das vítimas e tia da outra vítima, o motorista morto.
Ela também relatou que o momento era de extremo abalo emocional para o condutor, que teria acabado de vivenciar uma tragédia familiar, o que teria impossibilitado a realização imediata do teste. A família ainda questiona a atuação da viatura no momento do acidente, afirmando que não havia sinal sonoro ligado.
“O carro da polícia não vinha com sirene em nenhum momento”, afirmou. De acordo com relatos de uma testemunha ouvida pela polícia, a viatura estaria em alta velocidade e em possível acompanhamento de outra ocorrência momentos antes da colisão. A testemunha também afirmou que apenas o giroflex estaria acionado.
Nas imagens de câmeras de segurança, é possível ver o momento em que o condutor sai do veículo logo após o impacto e tenta socorrer os demais ocupantes.O acidente vitimou duas pessoas, identificadas como Elcione Carvalho e Everaldo Irineu, ambos familiares, que estavam no banco traseiro do veículo. Uma terceira vítima, identificada como Deise de Oliveira Gomes, esposa do condutor, segue internada em estado grave no Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo.
O caso será investigado pela Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito e também da área responsável por apurar circunstâncias da ocorrência.






