A licantropia, uma doença para muitos fictícia, mas una realidade para os moradores de Maramuris, cidade sombria da Romênia, e Bratislava, na Eslováquia, onde os dias são sombrios, as florestas tem as árvores e folhas negras e os lobos enlouquecem de fome durante o inverno.A Licantropia, porém, tem outro nome científico: hipertricose lanuginosa congênita, condição mais conhecida como “síndrome do homem lobo”, e talvez daí tenha surgido a lenda do lobisomem, numa terra fértil para o sobrenatural, já que vizinha de Maramuris fica a famosa Transilvânia, na Valakya, terra do conde Vlad Tepes, que inspirou Bram Stocker a criar o personagem Drácula.Caso de família Mas desta vez o acontecido foi no México, e em toda uma família, que sofre da síndrome. Desde a ancestralidade, a família Aceves sofre de hipertricose lanuginosa congênita, condição mais conhecida como “síndrome do homem lobo”. Ao menos 30 membros da família tiveram ou têm a síndrome.”É uma condição genética extremamente rara, que produz um excesso de pelos no rosto e no corpo das pessoas”, explicou Eva Aridjis, que fez, no ano passado, fez o documentário Chuy, O homem Lobo, para chamar a atenção pelo drama enfrentado pela família.Só existem 50 casos documentados de pessoas com essas condições e 30 deles estão nessa família mexicana. Então eles são a família com mais pêlos no mundo todo. A doença é causada por um gene, mas os cientistas ainda não descobriram como tratá-la.Os cientistas sabem como funciona, é algo que vem com um gene que fica dormente por muito tempo e de repente se manifesta. Eles entendem como isso tem sido passado para frente na família, mas não sabem como impedir issoPreconceitoTodos da família têm pelos cobrindo o rosto todo e boa parte do corpo. É como se o rosto fosse um couro cabeludo. Jesús “Chuy” Aceves é o patriarca, mas seus primos Danny e Larry e seu sobrinho Mario, também apresentam as mesmas condições.Karla, entretanto, tem pelos mais escassos pelo rosto, na testa e no queixo – bem menos do que os casos dos outros membros masculinos da família. No entanto, o fato de a doença se manifestar de maneira mais leve em Karla não faz com que ela sofra menos preconceito”Dizem que deveríamos viver na floresta, como o que somos: animais”. De toda uma vida de provocações, esse comentário é o que mais machuca Karla Aceves. E não porque seja especialmente duro demais, mas porque está acostumada a ouvi-lo quase todos os dias”, diz ela.
A caçada assombrada na Quaresma, em Rio Preto da Eva
Meu nome é Renato Lopes, moro em Manaus há vinte anos, no bairro União da Vitória, perto da Barreira, mas...