Por ter conquistado em leilão o direito de explorar a concessão de energia elétrica na terra das Amazonas, os irmãos Joesley e Wesley Batista, decidiram que derrubar as barreiras tarifárias e metas (?) da ANATEL e extrair o máximo da população nos boletos e depois na justiça. O consumidor de energia elétrica está à beira de um ataque de nervos e explodindo de indignação. A permissionária ÂMBAR ou Gâmbar – como é chamada pelo povão, age, em comum acordo com a ANATEL, de forma arbitrária e impune contra os interesses da coletividade, espalhando desconforto, irritação e terror nos quatros cantos da cidade.
Um aumento absurdo, interrupção de serviços, tarifas elevadas e cobranças irregulares, a procura desenfreada pelo lucro e ponto final, têm sido a marca cotidiana do desempenho da companhia. Ou paga ou seu nome vai para o SERASA ou a luz de sua casa ou comércio será cortada. Fazendo apologia ao Satanás, a publicidade da empresa inverte exatamente o inferno que foi construído na vida do cidadão.

Apagão de direitos básicos, avalia Matheus Garcia
Após visitar comunidades da zona rural de Manaus, ativista ambiental e pré-candidato a deputado estadual afirma que falta de energia, água e telefonia amplia o isolamento de milhares de amazonenses. O estado que concentra a maior bacia hidrográfica do planeta ainda convive com comunidades sem acesso à água tratada, com fornecimento instável de energia elétrica e até sem sinal de telefonia móvel.
Para o ativista ambiental e pré-candidato a deputado estadual, Matheus Garcia, essa realidade revela um problema maior: o Amazonas ainda enfrenta um verdadeiro apagão de direitos básicos e mantém milhares de pessoas em situação de isolamento e vulnerabilidade social.

Só, somente só…
“A gente não consegue nem fazer uma ligação de celular. Eu não estou falando de internet. Estou falando de sinal de celular. E se alguém precisar pedir socorro? Chamar uma ambulância? Sem luz pra carregar a bateria é desesperador. A gente acabou normalizando situações que não deveriam ser consideradas normais. Pessoas que ficam pra trás, por falta de olhar, de acesso”, afirma.
A realidade se soma a outros desafios históricos enfrentados ao redor do Amazonas. Apesar de concentrar um dos maiores benefícios de investimentos do programa LUZ PARA TODOS, no passado recente, hoje, o acesso ao fornecimento de luz e água ainda não é uma realidade da população. Segundo o IBGE, em 2023, apenas 76,5% das casas amazonenses tinham a rede geral como principal fonte de água. Para Matheus, enxergar esses problemas de forma isolada impede que se enfrente a verdadeira dimensão da questão: famílias inteiras isoladas de direitos básicos.

Pandemônio se instala
“Quando falta água, quando a energia cai com frequência e quando nem o telefone funciona, o problema é um só: as pessoas continuam isoladas. E o isolamento gera vulnerabilidade. Ele dificulta o acesso à saúde, à educação, ao trabalho, aos serviços públicos e até ao socorro em situações de emergência. Não estamos falando de conforto. Estamos falando de direitos básicos”, afirmou.
Pré-candidato a deputado estadual pelo MDB, Matheus defende que infraestrutura precisa ser tratada como uma política de desenvolvimento humano, especialmente em um estado com as características geográficas do Amazonas. Matheus adiciona ainda que esse cenário exige planejamento de longo prazo e investimentos que considerem as particularidades da Amazônia, permitindo que o desenvolvimento alcance quem historicamente ficou à margem da infraestrutura pública.











