No país onde o Vudu é mais praticado e do menor ao maior conhece a prática, a luta foi grande para a Seleção Brasileira, já que toda uma guerra espiritual foi travada no Haiti. Muito além dos estereótipos criados por filmes e lendas urbanas, o Vudu é uma religião e uma tradição espiritual que surgiu da união das crenças africanas trazidas por povos escravizados com elementos do cristianismo durante o período colonial.
No Haiti, o Vodu faz parte da cultura, da história e da identidade nacional. Milhões de pessoas mantêm seus rituais, homenageiam ancestrais, buscam orientação espiritual e celebram a conexão entre o mundo material e o espiritual. Em quintais e terrenos abandonados, bonecos espetados com a camisa da Seleção Brasileira podiam ser vistos, desde muito antes do jogo, mas os orixás estavam do lado da terra da Umbanda, uma religião totalmente brasileira, e os jogadores canarinhos brilharam, dando a vitória para o Brasil e colocando a seleção como a líder do grupo, depois de um empate e uma vitória.

Vudu (frequentemente grafado como voodoo ou vodun) refere-se principalmente a uma complexa religião de matriz africana. Originada na África Ocidental (especialmente no atual Benim e Togo), é uma religião muito presente no Haiti e em diversas comunidades da diáspora africana. Baseia-se na conexão com a natureza e espíritos ancestrais, não possuindo qualquer relação com o satanismo ou magia negra retratada em filmes.
Fazer vudu significa praticar o Vo(ou Voodoo), uma religião de matriz africana originária do Golfo da Guiné, hoje correspondente ao Benim e Togo. A expressão carrega diferentes significados dependendo do contexto, sendo muitas vezes associada a preconceitos. Culto à natureza: Adoração a espíritos (chamados de Loa ou Voduns) que representam elementos naturais como terra, fogo, água e ar.

Cura e comunidade: Rituais com música, dança e oferendas são usados para buscar proteção, cura física e espiritual, além de orientação para problemas cotidianos. Na cultura pop e no imaginário ocidental, “fazer vudu” ganhou a fama de espetar alfinetes em bonecos para amaldiçoar ou ferir alguém. Esta imagem negativa foi construída principalmente durante o período colonial através de estigmas e racismo contra as tradições dos povos negros.

Os bonecos: O uso de bonecos (conhecidos como bocio) na tradição real serve geralmente como um amuleto. A prática foi essencial para a união e resistência de escravizados, como visto na Revolução Haitiana.









