Matheus Garcia questiona transparência sobre trabalho de deputados estaduais na Aleam
O ativista ambiental, social e pré-candidato a deputado estadual Matheus Garcia cobrou mais transparência sobre a presença, a atuação e os gastos dos deputados estaduais do Amazonas. A manifestação ocorre após levantamento divulgado pela Rede Onda Digital, e que todo mundo está careca de saber, apontar que parlamentares da Assembleia Legislativa do Amazonas mantiveram salários e benefícios integrais mesmo com baixa frequência em sessões ordinárias, já que as ausências registradas foram justificadas. Os carrapatos fazem a festa no boi, incluindo os dois de Parintins, porque não?
Segundo a reportagem, os dados consideram 55 sessões ordinárias e 14 Ordens do Dia realizadas até a segunda semana de junho. O levantamento mostra frequências que variam de 32,73% a 94,55% entre parlamentares, além de apontar que a presença em sessão ordinária e a participação nas votações são registradas separadamente.

HORA DE ACABAR COM A MAMATE
Para Matheus Garcia – essa anomalia vai muito longe e, na missão de um verdadeiro Profeta dos Igarapés, se não acabar, pelo menos minimizar as artes e estripulias da classe política, o debate não deve ser tratado apenas como uma questão interna da Assembleia. A fiscalização e monitoramento da presença e, acima de tudo, da prestação de serviço de funcionários que atuam para o povo, vem como uma cobrança legítima da sociedade sobre o funcionamento da Casa que representa a população amazonense.
“Quando um trabalhador formal falta, isso pesa na folha, pesa no bolso, pesa na vida dele. Vira desconto! É penalização. Então é justo que a população pergunte: por que um funcionário da Casa do Povo, pago com dinheiro público, não recebe a mesma penalização com a mesma clareza?”, questionou Matheus.
Cada deputado estadual tem remuneração bruta mensal de R$ 34.774,64, além de R$ 123 mil de verba de gabinete e quase R$ 50 mil de Cota para Atividade Parlamentar, conforme os dados divulgados pela reportagem.
Matheus defende que a população tenha acesso mais simples, claro e direto às informações sobre frequência, votações, justificativas de ausência, gastos de gabinete e atividade parlamentar. Um monitor de livre e fácil acesso. Que permita que o patrão – que é o povo – fiscalize a atuação de seus servidores.
“Não basta estar no cargo. A população precisa saber quem comparece, quem vota, quem justifica ausência, quanto custa cada mandato e qual é a entrega real desse trabalho. Transparência não pode ser um favor. E também não é transparência um dado que está escondido numa pilha de links e caminhos. Deve ser acessível para todas as idades e públicos”, afirmou.









