Apesar da oferta gratuita pelo SUS, a vacina contra o HPV ainda enfrenta baixa adesão entre estudantes de 13 a 17 anos no Brasil, dados do IBGE indicam que pouco mais da metade desse público foi imunizado, um cenário preocupante, já que o vírus está por trás da quase totalidade dos casos de câncer de colo do útero e outros tumores graves. A imunização é recomendada para meninos e meninas de 9 a 14 anos, fase em que a vacina é mais eficaz, especialmente antes do início da vida sexual, período em que o risco de exposição ao vírus aumenta consideravelmente.
Especialistas apontam que a desinformação e a dificuldade de acesso aos postos de saúde são os principais entraves para a cobertura vacinal completa, muitos responsáveis e jovens desconhecem a finalidade da proteção ou enfrentam resistências familiares, embora em menor escala.
Diante disso, estratégias como a vacinação em ambiente escolar são defendidas por profissionais da área como uma solução decisiva para facilitar o alcance e promover a conscientização direta sobre a importância de prevenir doenças evitáveis. Por outro lado, o Ministério da Saúde já observa sinais de avanço com a implementação de novas táticas, como a adoção da dose única e campanhas de resgate para jovens que perderam o prazo ideal.








