Pré-campanha: da Suframa para a Câmara Federal
Enquanto a política amazonense se prepara para mais uma temporada de promessas, caravanas, bandeiras, pesquisas, alianças, rompimentos, reconciliações e fotografias sorridentes, uma pergunta simples continua sem resposta. Quem está pensando a saúde como negócio, desenvolvimento e oportunidade para o Amazonas? Fala sério, rapaziada, a pauta não admite piada Todo mundo quer emprego. Todo mundo quer crescimento econômico. Todo mundo quer atrair investimentos. Mas existe riqueza maior que a saúde?

Não parece estranho?
Durante sua passagem pela Suframa, Alfredo Menezes, o inquieto MENEZÃO defendia uma ideia que nunca recebeu a atenção que merecia. Aproveitar a estrutura do Polo Industrial de Manaus para construir uma plataforma industrial da saúde.
Fabricar desenvolvimento. Uma estratégia capaz de reunir universidades, centros de pesquisa, laboratórios, indústrias farmacêuticas, biotecnologia, cosméticos, nutracêuticos, equipamentos médicos e inovação científica numa mesma cadeia produtiva.

Afinal, se a floresta é…
Quantos empregos qualificados poderiam nascer dessa vocação? Que volume de patentes poderia ser gerado a partir da riqueza biológica da Amazônia? Quantas empresas inovadoras surgiriam desse ecossistema de conhecimento? Mais importante ainda: quantas oportunidades seriam criadas para os jovens que hoje deixam o Amazonas em busca de trabalho, pesquisa e perspectivas de futuro?
Apesar desse enorme potencial, quando se fala em bioeconomia, muitos ainda restringem o conceito a produtos como castanha, açaí, óleos vegetais e manejo florestal. Essa visão, embora relevante, representa apenas uma pequena parcela das possibilidades existentes. A verdadeira bioeconomia abrange ciência, tecnologia, inovação, biotecnologia e a capacidade de transformar conhecimento em riqueza, empregos e soluções capazes de impactar o mundo.

Tudo é importante
Mas a maior riqueza da floresta talvez seja justamente aquilo que ainda não conhecemos. A Amazônia pode fornecer alimentos. Pode fornecer energia. Pode fornecer soluções climáticas. E pode fornecer saúde para o mundo. Talvez esteja aí uma bandeira capaz de unir desenvolvimento econômico, inovação tecnológica, preservação ambiental e qualidade de vida. Porque, no fim das contas, existe uma verdade impossível de contestar. Ninguém constrói futuro, movimenta a economia ou transforma a sociedade sem saúde para seguir em frente. O resto é campanha. Saúde é projeto de civilização. Com a palavra, o MENEZÃO!









