Independente de qualquer situação, duas coisas são comuns em épocas de eleição: greve de ônibus e invasões em terras que já tem dono, quase sempre com o nome da “nova comunidade”, da mãe ou do político que esteja no poder. Exemplos de invasões que viraram bairros: Alfredo Nascimento, Francisca Mendes, Armando Mendes, Amazonino Mendes, Braga Mendes (juntando Eduardo Braga e Amazonino Mendes. Enfim, só não tem mesmo o nome de quem começou tudo isso: Irmã Helena.
Então, a greve deflagrada pelos rodoviários já era esperada, mas pegou a população de surpresa. Nesta terça-feira, os ônibus voltaram. Pelo menos, parte deles. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, comunicou na noite de segunda-feira (20) a liberação de 40% da frota de coletivos para circular na capital amazonense. A decisão foi tomada com o objetivo de amenizar os transtornos causados pela paralisação, especialmente para os trabalhadores que precisavam retornar para casa no horário de pico. De acordo com o sindicato, os veículos foram direcionados prioritariamente para atender a região central da cidade. A entidade ressaltou que permanece aberta ao diálogo e aguarda o avanço das negociações com as empresas para que seja possível alcançar um acordo que atenda às demandas da categoria.

Movimento continua
Apesar da liberação parcial da frota, o movimento grevista continua. Cerca de 60% dos rodoviários permanecem mobilizados, e a paralisação só será encerrada quando houver evolução nas tratativas e cumprimento das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
O sindicato reforçou que acompanhará de perto o desenrolar das negociações nos próximos dias. A Prefeitura de Manaus e o Governo do Estado declararam que estão quites financeiramente com o Sinetran, o sindicato patronal. A prefeitura, através do IMMU, fez o esclarecimento. A Prefeitura de Manaus esclarece que não possui débitos pendentes do ano de 2026 junto ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), estando suas obrigações financeiras regularmente executadas para o ano corrente.
“A prefeitura reafirma seu compromisso com a manutenção e o pleno funcionamento do sistema de transporte coletivo urbano, adotando as medidas necessárias para assegurar a continuidade da prestação do serviço e o atendimento à população manauara. E reforça que segue no diálogo construtivo com os sindicatos das classes, que respeite os usuários do transporte coletivo”, diz a nota do IMMU.






