A disparada nos preços das passagens aéreas para o Festival de Parintins 2026 gerou uma nova onda de indignação no Amazonas, com bilhetes da Azul ultrapassando a marca de R$ 9,5 mil. O valor é considerado abusivo por moradores e turistas, especialmente por se tratar de um trajeto de apenas uma hora, apresentando uma alta que supera 1.500% em comparação aos períodos de baixa temporada. Esse contraste reacendeu o debate sobre a exploração econômica durante o evento cultural mais importante da região, que atrai milhares de visitantes anualmente.
Embora o festival seja o principal motor da economia local, impulsionando os setores de hotelaria e serviços, a falta de uma fiscalização rígida sobre as tarifas tem sido amplamente questionada. A atuação da ANAC e do governo federal está sob os holofotes, uma vez que o isolamento geográfico da Amazônia torna o transporte aéreo um serviço essencial. Críticos apontam que a ausência de concorrência real permite que as companhias ditem preços que inviabilizam o acesso de muitos ao espetáculo, afetando diretamente o fluxo turístico.
Por outro lado, o Ministério de Portos e Aeroportos reforça que o setor opera sob o regime de liberdade tarifária, permitindo que a lei da oferta e demanda determine os custos. O cenário é agravado pelo fato de que, mesmo com incentivos fiscais como a redução do ICMS sobre o querosene de aviação, os benefícios não são repassados ao consumidor final. Além dos preços exorbitantes, passageiros relatam uma prestação de serviço instável, marcada por frequentes cancelamentos e alterações de última hora nos voos programados.











