Agiotagem faz milhares de vítimas no estado
Um mercado promissor e violento, que começa com os bancos oficiais e passa para a iniciativa privada é um dos focos que a Polícia Civil do Amazonas, pretende atacar nas próximas semanas, tanto na capital quanto no interior. Para se ter uma ideia, a Polícia Civil do Amazonas já recebeu centenas de denúncias contra agiotas que usam de ameaças e tortura psicológica contra vítimas que contraem ‘empréstimos’ com juros absurdos em Manaus e em vários municípios no Amazonas.
O escândalo veio à tona após as duas últimas ações da Polícia Civil, a Operação Tormenta I e II, desencadeadas na capital do Amazonas. Ao menos 12 pessoas que agiam como quadrilha, foram identificados e presos, alguns foragidos estão sendo ‘caçados’ pela polícia. Entre as prisões está a de um militar das forças arma

Operação Tormenta
Policiais civis do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) deflagraram, em março, a segunda fase da Operação Tormenta, que resultou na desarticulação de um esquema milionário de agiotagem, extorsão, roubo e lavagem de dinheiro. Ao todo, cinco integrantes do grupo criminoso foram presos, e foram apreendidas armas de fogo, dinheiro em espécie, documentos, aparelhos celulares, computadores e veículos de luxo.
Entre os presos estão Caíque Assunção dos Santos, de 36 anos, tenente da Aeronáutica; Alexsandro Carneiro Capote, 48; Carlos Augusto da Silva Freitas, 42; Dionas Pereira de Souza, 44; e Ronan Benevides Freire Massulo, 26. Carlos Augusto já havia sido alvo da Operação Negócio Turvo, deflagrada em fevereiro deste ano, que investigava um esquema milionário de falsas cessões de crédito.

Rede de agiotas
O delegado da Polícia Civil Cícero Túlio, titular do 1º DIP, informou que as investigações tiveram início em janeiro deste ano e apontaram a existência de uma rede de agiotas interligados, responsável por financiar um esquema de empréstimos ilegais e extorsão contra servidores públicos do Amazonas, pensionistas, aposentados e trabalhadores comuns e até beneficiários de benefícios do governo.
As mulheres que atuam em tribunais sediados no estado, seriam as principais vítimas dessas quadrilhas. “As apurações indicaram que o grupo concedia empréstimos clandestinos com cobrança de juros abusivos, que ultrapassavam 50% ao mês.
Além da extorsão, os criminosos também praticavam roubos, apropriando-se compulsoriamente de veículos, joias, eletrônicos e imóveis das vítimas”, explicou o delegado Túlio. Segundo ainda o delegado Cícero Túlio, o grupo também retinha documentos pessoais e cartões bancários, chegando a administrar aplicativos financeiros das vítimas para se apropriar diretamente de seus vencimentos. Para ocultar a origem ilícita dos recursos, os investigados criavam empresas de fachada, por meio das quais movimentavam os valores obtidos ilegalmente.










