A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) confirmou o afastamento operacional do investigador Enoque Galvão. Ele é suspeito de utilizar seu cargo para facilitar o acesso irregular de pessoas à cela de seu irmão, o treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão, investigado por suspeita de abuso sexual contra alunas durante treinos. A suspeita de favorecimento surgiu após a instituição detectar que Melqui teria realizado uma videochamada de dentro da unidade prisional. Segundo a polícia, a cronologia das vistorias foi rigorosa. No dia 2 de maio, inspeções internas foram realizadas pela própria PC-AM e no dia 4 de maio, uma varredura minuciosa foi conduzida com o acompanhamento do Ministério Público do Amazonas (MPAM).
Enoque Galvão agora responderá a processos administrativos disciplinares perante a Corregedoria-Geral, que apura o desvio de conduta e a entrada de um celular na unidade. Melqui Galvão teria feito ameaças e tentado chantagear as testemunhas, oferecendo apoio financeiro e até benefícios relacionados à academia em troca da mudança dos depoimentos, com o objetivo de favorecer sua saída da prisão. A denúncia foi feita pela deputada estadual Alessandra Campêlo denunciou nesta terça-feira (12) na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM).










