Esse relato é de Claudio Lopes, um seguidor amazonense, mas que mora fora do estado há um bom tempo, e ele diz que tudo aconteceu com o tio dele no ano de 1997, há 29 anos, em Amaturá. Naquela época, então, o tio dele trabalhava como caseiro para um homem bem de vida e a propriedade desse homem ficava muito distante da cidade, talvez uns 150 a 200 quilômetros, e não se tinha moradores por perto.
Ele diz que o tio tinha 45 a 50 anos de idade, era um homem maduro, solteiro, pois nunca havia se casado, e morava sozinho nessa propriedade. Ele o visitava poucas vezes, talvez uma vez no ano, pois ele fazia faculdade nesse ano e não podia estar viajando a longas distâncias e permanecer muito tempo fora da cidade. Mas nas poucas visitas que o seguidor fazia a esse tio, o tio sempre falava pra ele a respeito de umas luzes que ele via no céu, essas luzes se dirigiam pra rama de uma samaúma e lá pousavam.
E dessa samaúma ele via descer criaturas com um tamanho de humano, não muito alto, e essas criaturas desciam através de cipós que estavam pendurados na árvore e desapareciam mata adentro. Ele ficava curioso pra saber que luzes azuladas eram aquelas e que criaturas estavam pousando naquela árvore, desciam pelos cipós, desapareciam mata adentro, voltavam o próximo ao amanhecer e desapareciam novamente. Mas ele ficava um tanto receoso. Então Claudio disse que ele e os familiares não acreditavam, afinal o tio dele bebia às vezes e morava sozinho.
“O que eu sei é vagalume”, era o que ele dizia para o tio. “Ah, tio, deve ser vagalumes, né? Você já tá vendo coisas”. Afinal, ele não acreditava naquela conversa de gente antiga. E assim, os dias foram se passando, ele trabalhou talvez uma faixa de uns oito anos para essa família. Mas um belo dia, na última vez que ele visitou o tio, disse que havia notado que cada vez mais criaturas acinzentadas estavam descendo das luzes na samaúma e descendo pelos cipós e desaparecendo mata dentro.
Então ele estava até com planos de comprar um binóculo que tivesse uma aproximação boa para que ele visse melhor o que aquelas criaturas faziam ali. E essa foi a última vez que ele falou com o tio. Quando o tio estava com planos de comprar um binóculo para investigar melhor o que aquelas criaturas faziam ali.
Então passou-se as semanas, não tinha telefone na residência, muito menos se sonhava em haver internet no interior. E assim, quando passou-se mais ou menos uma semana, elehavia partido para a cidade e o dono da propriedade foi lá visitar como sempre, passar alguns dias. Quando ele chegou, a casa estava aberta, mas não haviam levado nada de dentro. E o caseiro havia desaparecido. Então as pessoas que estavam com o proprietário começaram a vasculhar, chamar pelo nome do caseiro e nada.
Quando eles olharam em direção à grande samaúma que havia em frente à residência, gente, eles viram uma cena macabra. Lá estavam os dois quartos daquele homem pendurados a uma altura praticamente impossível de um ser humano comum fazer uma barbaridade dessa de tirar a vida de alguém, tirar os quartos, né, esquartejar e pendurar em cipós. Para completar, os pés e as mãos daquele homem nunca foram encontrados. Foram até a cidade para poder chamar a polícia para retirar o corpo dali.
Os investigadores diziam que embaixo da árvore não havia sinais de luta, nem pegadas de alguém que talvez tivesse subido naquela árvore, o que por si só já era improvável, sendo que ela tinha uns 40 metros de altura e o corpo estava pendurado a uns 25. Este acontecimento foi investigado durante um tempo, mas não chegaram a lugar algum. Afinal, não havia provas suficientes para que a investigação prosseguisse, muito menos um suspeito. Essa foi uma morte misteriosa que até hoje assombra a família de Claudio, que ele acredita que tenha alguma coisa a ver com as luzes azuis na samaúma e também com as criaturas cinzas que desciam pelos cipós.






