Biglino não é um teórico novato nesta área. Durante anos, trabalhou traduzindo textos hebraicos antigos para a Edizioni San Paolo, uma das principais editoras católicas da Itália, que opera sob a autoridade da Santa Sé.
No entanto, sua carreira deu uma guinada radical quando começou a publicar o que de fato havia descoberto ao analisar os escritos originais sem os filtros da teologia tradicional – uma atitude ousada que levou à sua demissão imediata.
O segredo oculto na língua aramaica
A chave para essa nova abordagem reside em uma análise linguística meticulosa das fontes primárias. Como explica o pesquisador, o termo “Nefilim” é uma palavra no plural, cujo componente singular em aramaico é “Nefil” ou “Nefila“. Nessa língua antiga, essa palavra tem um único significado preciso: a constelação de Órion.
Ele explicou em uma entrevista recente com Jay Anderson, do Project Unity: “Se Nephilim é o plural de Nephilah, podemos sugerir a hipótese de que Nephilim poderia significar aqueles que vieram de Órion”.
Essa conexão despertou enorme interesse na comunidade científica, visto que a constelação de Órion aparece repetidamente nos mitos fundadores de civilizações em todos os continentes – a ponto de sugerir que grandes monumentos como as três pirâmides de Gizé refletem o alinhamento dessas estrelas no céu há milhares de anos.
Em consonância com esses mitos globais, o relato bíblico tradicional desses seres é complementado pelo Livro de Enoque, que narra com mais detalhes como um grupo de 200 anjos desceu à Terra e quebrou as regras estabelecidas ao se casarem com mulheres. Dessa união, nasceram os chamados gigantes.
Intervenção genética e seres de carne e osso
O tradutor destaca, detalhando que essas modificações foram feitas em hominídeos como o Homo erectus ou o Homo habilis: “Somos filhos das estrelas porque os Elohins intervieram em seres preexistentes na Terra.” Dessa perspectiva, os Elohins não seriam divindades espirituais ou onipotentes, mas sim indivíduos de carne e osso pertencentes a uma civilização superior com conhecimento tecnológico avançado.
De fato, Biglino afirma que o termo bíblico “Barah” — tradicionalmente traduzido como “criar” — significa, na verdade, “intervir em uma situação preexistente para modificá-la“.









