Meu nome é Kátia Cilene, moro atualmente no Ariaú, mas este fato aconteceu quando eu fui em Manaus de carona em um motor e cheguei depois da meia noite no porto da Colônia Antônio Aleixo e não tinha mais ônibus, então aceitei a carona de um desconhecido. Naquela noite chuvosa, eu tinha apenas duas opções: continuar andando sozinho por uma estrada completamente deserta…ou aceitar a carona de um desconhecido. Até hoje me pergunto se fiz a escolha certa. Depois de quase quarenta minutos caminhando no escuro, um carro antigo apareceu com os faróis baixos e parou ao meu lado. O motorista era um senhor de cabelos grisalhos, vestindo uma camisa social impecável. Ele abaixou o vidro e perguntou apenas: “Vai para o Centro da cidade?” Falei que ia para o Zumbi e ele ofereceu carona. Entrei sem pensar duas vezes.
O que mais me chamou atenção foi o silêncio. Durante todo o caminho, ele não ligou o rádio, não fez perguntas e sequer olhava para mim. Depois de alguns minutos, senti um frio estranho dentro do carro. Não era medo…era como se a temperatura tivesse despencado de repente. Tentei puxar assunto, mas ele apenas respondeu: “Nem todo mundo que anda por essa estrada consegue chegar em casa.”
Continua











