Com o chaveamento do mata-mata definido, o site americano The Athletic, braço esportivo do jornal New York Times, publicou neste domingo (28) as projeções de seus jornalistas para a fase eliminatória da Copa do Mundo. O Brasil recebeu pouco prestígio nas previsões, e Vini Jr. foi praticamente ignorado entre os destaques individuais. Por outro lado, o Japão, adversário da Seleção na segunda fase, apareceu como uma das grandes sensações do torneio e uma forte candidata a surpreender.
Ao todo, 13 jornalistas deram seus palpites em algumas categorias, que incluíram “qual será a final”, “quem será o campeão”, “vencedor da Chuteira de Ouro”, “melhor jogador”, “melhor time para assistir”, “melhor confronto da segunda fase” e “maior zebra”. Apenas um jornalista colocou a Seleção na decisão, projetando uma final contra a França – mas com vitória francesa. O país foi lembrado principalmente pelo confronto contra o Japão na segunda fase.
Dois jornalistas apontaram o duelo como o mais interessante da segunda fase, enquanto quatro acreditam que os japoneses têm condições de eliminar a equipe brasileira.– Acho que o Japão pode ser o pior adversário possível para o Brasil enfrentar nesta fase da competição. É uma seleção muito inteligente, muito bem preparada fisicamente e extremamente afiada. Fico pensando se eles não podem acabar surpreendendo e eliminar o Brasil – escreveu Jack Pitt-Brooke.
Nem mesmo Vini Jr., principal goleador da Seleção e vice-artilheiro da Copa, com quatro gols, recebeu grande destaque. O atacante não foi citado entre os melhores jogadores da competição, categoria dominada por Lionel Messi e Kylian Mbappé. Sua única menção foi como candidato à Chuteira de Ouro.
– Não acredito que a Noruega vá longe o suficiente para que Haaland conquiste esse prêmio, e ainda tenho dúvidas se o Brasil chegará até o fim da Copa, apesar de Vinicius Júnior estar jogando em grande nível. Messi é o principal candidato, mas a França é tão forte que não consigo imaginar Mbappé terminando o torneio sem alcançar os dois dígitos em gols – disse Jordan Campbell.
Se o Brasil foi tratado com cautela, o Japão recebeu elogios de sobra. A seleção asiática foi a segunda mais citada na categoria de “melhor time para assistir”, ficando atrás apenas da França. Os jornalistas destacaram força coletiva da equipe, mesmo sem grandes estrelas, que proporcionam jogos “divertidos” e “vistosos”, e ressaltaram os japoneses como uma das principais possibilidades de surpresa no mata-mata.
O Japão tem sido fascinante. A seleção terminou a fase de grupos em segundo lugar e invicta em uma chave difícil, que contava com Holanda, Suécia e Tunísia. Jogadores importantes, como Wataru Endo e Kaoru Mitoma, ficaram fora da Copa por lesão, mas a equipe ainda assim joga com uma fluidez impressionante. O gol de Daizen Maeda contra a Suécia foi pura poesia – opinou Jay Harris.Nas projeções para o título, o favoritismo da França foi praticamente unânime: 11 dos 13 jornalistas apostaram no tricampeonato mundial dos Bleus.
Quase todos os jornalistas também apostaram em uma reedição da final de 2022 contra a Argentina. Além da seleção brasileira, apenas Espanha e Inglaterra foram mencionadas como possíveis finalistas.
* Com informações do GE






