Depois de dois jogos sem sofrer gols, a defesa do Brasil terá um teste difícil nesta segunda-feira (29), em Houston, no primeiro duelo de vida ou morte na Copa do Mundo de 2026: o ataque japonês, que já provou saber como derrubar gigantes. Carlo Ancelotti vai disputar uma vaga nas oitavas de final contra um dos únicos três adversários que derrotaram a Seleção nos 15 jogos em que ele esteve no comando.
Em outubro do ano passado, os ‘Samurais Azuis’ venceram um amistoso em Tóquio por 3 a 2, depois de estarem perdendo por 2 a 0.Muita coisa aconteceu desde então. Após o Brasil encerrar a primeira fase invicto e na liderança do Grupo C, o técnico italiano se mostrou satisfeito com o desempenho da equipe, que parece ter finalmente encontrado o equilíbrio que precisava.
A Seleção chegou à América do Norte vindo de uma sequência de cinco jogos sofrendo gols. O Marrocos (1 a 1) prolongou essa série defensiva instável na estreia, mas o cenário mudou com as vitórias pelo placar de 3 a 0 sobre Haiti e Escócia. A força ofensiva de haitianos e escoceses, no entanto, não parece ser um parâmetro para medir o nível real de uma linha defensiva já consolidada com Alisson no gol, Danilo e Douglas Santos nas laterais, e Marquinhos e Gabriel Magalhães no miolo de zaga.
“Na fase de grupos você pode consertar qualquer erro, mas agora é matar ou morrer”, admitiu na sexta-feira o atacante Rayan.Grande favorito no jogo no NRG Stadium, com capacidade para 68.300 espectadores, o Brasil terá pela frente um adversário cujo futebol vem evoluindo de forma constante desde que sediou a Copa do Mundo de 2002 em conjunto com a Coreia do Sul, no último título brasileiro.
O desafio virá com Vinícius Júnior em seu melhor momento pela Seleção, com quatro gols e uma assistência, e um meio-campo que encontrou solidez com Casemiro na cabeça de área, acompanhado por Lucas Paquetá e Bruno Guimarães. Mas também com um ataque compenetrado e renascido, após Matheus Cunha e Rayan se tornarem titulares.
O Japão, que disputa sua sétima Copa do Mundo consecutiva, é um adversário “muito qualificado”, disse Rayan. No último ano, a seleção japonesa disputou 12 jogos e derrotaram Inglaterra (1 a 0) e Brasil, além de outras equipes deste Mundial, como Gana (2 a 0) e Escócia (1 a 0), e sofreram apenas uma derrota, contra os Estados Unidos (2 a 0).
* Com informações do UOL










